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    Papéis avulsos (Coleção A obra-prima de cada autor #Volume 251) -

    Machado de Assis

    Martin Claret
    2013
    212 páginas
    7h 4m
    ISBN-13: 9788572329293
    Português Brasileiro
    4
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    Amargo e sarcástico observador dos costumes e da condição humana, Machado de Assis escreveu algumas das melhores obras da literatura brasileira. Em Papéis avulsos (1882) o autor mostra-se um exímio criador de contos; há vários de destaque como “O alienista”, em que faz uma observação irônica do cientificismo em voga no século XIX; “Teoria do Medalhão”, no qual faz sua crítica à mediocridade social, com o mesmo viés há “O espelho”, com reflexões contundentes sobre o comportamento humano. O conto machadiano é uma arte de pormenores e sutilezas, em que há o engaste perfeito da simplicidade do estilo, o humor e a reflexão.

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    Matheus Petris21/12/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Unidade na diversidade

    Unidade na diversidade. Essa é uma boa definição para Papéis Avulsos. A definição não é minha, é de Jaison Luís Crestani. Essa é a seiva do terceiro livro de contos machadianos. A diversidade é enfatizada pela afirmação de Machado na advertência do livro, quando fala que este título parece negar uma unidade e, logo em seguida, afirma que “a verdade é essa, sem ser bem essa”. Isto é, essa diversidade, essa escolha de textos avulsos, compreende uma diversidade proposital. Ao meu ver, uma diversidade mais formal do que conteudística. Se Machado abre o livro frisando a importância do leitor na relação com o livro, o trecho a seguir de “A Chinela Turca”, serve como chave de leitura do livro enquanto unidade: “Um bom negócio e uma grave lição: provaste-me ainda uma vez que o melhor drama está no espectador e não no palco”. O que, nas palavras de Crestani (2014, p. 326) evidencia “a exigência de uma participação decisiva do leitor no sentido de acionar o dispositivo irônico e a desenvoltura paródica que fundamentam o conjunto de textos reunidos no volume”.

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