O Testamento dos Séculos -

    Henri Loevenbruck

    Bertrand Brasil
    2009
    406 páginas
    13h 32m
    ISBN-13: 9788528614008
    Português Brasileiro

    Desde o início dos tempos, uma linhagem de beduínos é responsável por guardar a chave que decifrará o mais antigo e importante segredo da humanidade: a mensagem criptografada que Jesus Cristo deixou aos Homens. Vivendo no Deserto da Judeia, eles tinham a certeza de que se manteriam anônimos de tudo e de todos. Assim foi até o dia em que assassinos cruéis invadem o templo e dizimam um por um. Ao mesmo tempo, um experiente estudioso morre, em circunstâncias suspeitas, num vilarejo na França. Quando seu filho, Damien Louvel, viaja de Nova York para resolver as questões burocráticas do funeral, descobre que o pai estava mergulhado numa pesquisa sobre um misterioso objeto — a pedra de Iorden —, que, ao que tudo indica, custou-lhe a própria vida. Ajudado pela jornalista Sophie de Saint-Elbe e por amigos próximos e improváveis, Damien entra numa corrida mortal contra o relógio para evitar que tal objeto caia em mãos poderosas e perigosas. E ele não desistirá até desvendar a mais surpreendente mensagem que Jesus teria legado à Humanidade. O que realmente há de verdade em toda essa história? Por que as mais importantes personalidades do Vaticano estão desesperadas por um objeto? O que esse segredo pode influenciar na vida das pessoas? De Dürer a Leonardo da Vinci, do Vaticano às mais fechadas sociedades secretas, dos essênios aos destemidos hackers da internet, O Testamento dos Séculos, de Henri Loevenbruck, é um thriller fascinante, intensamente perturbador e meticulosamente pesquisado.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (5)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (16)Ver mais
    Rogerio Lopes picture
    Rogerio Lopes10/12/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um convite..

    Eis aqui um livro curioso, confesso que quando vi a sinopse num anuncio, não lembro se na net ou numa revista não dei muita importância, a própria vinheta promocional me predispôs contra ler esse livro, uma referencia ao Código da Vince, do Dan Brown.Mas por esses acasos que acontecem, fizeram uma doação a biblioteca municipal e o bibliotecário logo lembrou de mim, enfim lá vem o "bendito" as minhas mãos, rs. Li as orelhas, lá estava a mesma formula clichê e banal do "Código", certo?? Errado!! Sim os ingredientes estão ali, mas o autor conseguiu escrever uma estória interessante, num ritmo legal, e a despeito do clichê do "casal contra o mundo" em diversos pontos bem original. De inicio nosso "herói" um homem de meia idade, em conflito consigo mesmo, escritor moderno de folhetins, no caso a versão moderna, séries para TV recheadas de sexo e violência, um profissional com um certo sucesso e entretanto insatisfeito, para complicar recebe a noticia da morte súbita de seu pai, que não vê há anos. Qualquer semelhança, ainda que espelhada.. Todavia aqui temos um ponto interessante, que talvez alguns achem enfadonho, o autor nos leva a conhecer a fundo os dramas e traumas de seu "herói", vamos entender a difícil relação entre Damien e seu pai. Junto a isso, as circunstancias misteriosas de sua morte começam a inquietar Damien, bem como a misteriosa casa longe de Paris, casa que seu pai dispôs de todos seus livros para comprar.. É nesse cenário tão curioso que somos apresentados a nossa "heroína", sim, aqui o forte, é ela, não ele. Todavia o autor reserva mais uma surpresa, e creio, aqui as opiniões divergem. Ao contrário de Código, em que o autor usa o velho clichê da "mocinha indefesa" e "o homem mais velho charmoso", aqui temos o "homem fragilizado" e uma mulher sofrida porém forte". Logo de inicio Sophie domina a situação, tanto quanto aos misteriosos "homens de preto" que os perseguem ,quanto com a relação com Damien, com diálogos tendendo ao sarcasmo e ao mesmo tempo doçura, inicia-se uma amizade, nas aparências, percebe-se de início, que logo de cara o que está é algo mais forte. Segue-se o famoso romance não é?? Não! E não vou dizer que aqui o autor foi original,não creio que tenha sido mero acaso ele escolher essa forma, a despeito dos pontos clichês, tem muitas mensagens "por dentro" da trama, nos diálogos de Sophie e Damien, nos seus encontros e desencontros o autor, critica a sociedade, Igreja e religiões em geral, o preconceito e diversos outros temas, discretamente são discutidos, Sophie vai explicar um ponto da história e somos mergulhados numa discussão filosófica sobre o real papel da Igreja em nossos dias. Sophie é implacável, critica sem dó, não a Igreja em si, mas o "poder" a Ela investido. Enquanto nossos "heróis " lutam para se manterem vivos e descobrir a verdade, também lutam para compreenderem e aceitarem suas diferenças, lidarem com um sentimento que dada as circunstancias é um amor "quase" impossível. De forma doce, o autor nos leva a junto com Damien rever nossas idéias sobre sexualidade, enxergar como o outro pode ser diferente do que nós consideramos correto, e o quanto rotulamos e excluímos. Paralelo a essas questões a trama vai se desenvolvendo a ponto atingir um ritmo vertiginoso, somos apresentados a outros personagens e algo a ser dito é que os personagens do autor não são simples, em poucas palavras ele nos mostra personagens complexos, inteiros. A referencia a Da Vince, é feita de forma inteligente e apesar de usar o mesmo quadro, a questão é tratada de forma melhor, e até perfeitamente possível, aqui o código não é algo óbvio, é mais sutil , com um pé na atualidade, na tecnologia atual. Chegamos enfim a conclusão da trama, aqui conforme resenhas que li de outros leitores, e mesmo baseado em minhas próprias impressões, tem-se a impressão de que o autor nos traiu.. Analisando de forma mais objetiva isso não é verdade, a questão é que o autor levou a estória por um caminho em que a solução politicamente correta seria uma traição a tudo o que de forma velada foi defendido no livro, entendo que o autor preferiu a opção menos "agradável" do que se contradizer. Ainda assim não é o desfecho que gostaríamos de ler, emocionalmente desagrada e muito. Por fim nas ultimas paginas, somos apresentados ao tal "segredo", confesso que imaginei que o autor fosse matar o livro aqui..pensei que à semelhança de outros íamos cair em explicações irracionais, em teses descabidas ou frases de efeito para agradar os mais cristãos.. Não.. Na verdade ironicamente o autor menciona o segredo no meio do livro, mas não nos damos conta disso. Ao reafirmá-lo no final, o autor convida-nos a meditar sobre o real propósito de nossa existência, mas isso não, sob o véu de uma religiosidade barata,não, a indagação é mais profunda.Fica claro que o propósito do livro, da estória não foi contar só mais uma estória sobre segredos e códigos, não!.. O propósito aqui é um convite a reflexão, um convite velado,verdade, mas um convite. A despeito do mal estar em certos trechos, das descrições históricas um tanto prolongadas, é um livro que eu recomendo, além de proporcionar um certo entretenimento, proporciona bem mais que isso, para quem se dispuser a pensar a respeito.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 234
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas4%