Jesús Soto Conversa com Ariel Jimenez -

    Ariel Jiménez

    Cosac & Naify
    2014
    180 páginas
    6h 0m
    ISBN-13: 9788540506565
    Português Brasileiro

    Jesús Soto conversa com Ariel Jiménez é o testemunho mais completo e detalhado da obra do artista venezuelano Jesús Rafael Soto (1923-2005), resultado de nove anos de entrevistas concedidas ao historiador de arte Ariel Jiménez. Soto integrou o grupo de estrangeiros conhecido pelo desenvolvimento da arte cinética em Paris, nas décadas de 1950 e 1960, composto por Vasarely,Yacoov Agam, Tomasello, Calder e Tinguely, entre outros. Vivendo por anos entre a Venezuela e a França, envolvido nos movimentos de abstração geométrica na América Latina, hoje Soto é celebrado como um dos artistas mais relevantes do século XX, cuja obra dialoga sem restrições com a produção artística de outras partes do mundo. O título integra a coleção Conversas, coedição da Cosac Naify com a Fundación Cisneros, formada por uma série de diálogos entre proeminentes artistas e críticos de arte internacionais, que visa documentar e fomentar o entendimento da arte produzida na América Latina.

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    Charles Nascimento28/03/2023Resenhou um livro
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    Jesús Soto conversa com Ariel Jimenez Jesús-Rafael Soto foi um artista plástico Venezuelano, esse foi meu primeiro contato com um artista que foge do eixo Brasil-Uruguai-Argentina, e claro, com a história de seu país, sua cultura, seu modo de ver e pensar a arte. 'Sempre defendi a independência do artista ante as diretrizes ideológicas. Jamais aceitei a interferência da política na arte na literatura ou nas canções', diz ele em dois momentos no livro. Soto foi um artista que desde o início usou a arte não apenas para gerar prazer estético, mas como uma contribuição ao pensamento humano, assim como a ciência ou a filosofia, ele via a arte não como uma invenção gratuita, mas como o desenvolvimento intelectual do homem na história. 'Na Venezuela, nós não temos nada feito; temos a natureza a nosso favor, mas estamos começando a domá-la, e enquanto não existir uma estrutura social perfeitamente formada, não temos o direito de destruir... Por isso sempre defendi o conceito de estrutura e gostaria de pelo menos deixar essa ideia ao meu país. Não sei que valor ela pode ter, que intensidade poderá alcançar, mas pelo menos tento deixá-la clara e precisa. Quero estrutura para a Venezuela e, portanto, para a América Latina. O mais importante, o que mais me preocupa, é legar a meu campo de atividade uma noção do que este país deve ser algum dia'. A obra de Soto é famosa pelos seus penetráveis (Jean Clay é que começou a chamar penetráveis, talvez porque Soto lhe tivesse dito que sempre desejara penetrar no mundo vibrante de seus acrílicos), no Museu de Arte Contemporânea da USP em SP é possível observar e atravessar por entre o Penetrável de plástico, obra de Soto. O teto do salão principal do #TeatroTeresaCarreño, em Caracas, também é obra de Soto. E vocês, quais artistas Latino Americanos vocês conhecem e apreciam o trabalho?

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