Depois que eu li o primeiro livro dessa duologia e ODIEI achei que não ia ter um pingo de vontade de ler o segundo. Ainda bem que o tempo passa né, e o que eu disse ficou para trás, e melhor ainda é que dei uma segunda chance porque amei Summer Games.
Esse segundo livro conta a história de uma ginasta olímpica que está indo para os jogos olímpicos no Rio, só o treinador do mundial acabou de sofrer uma ataque cardíaco e está hospitalizado, então toda a equipe precisa mudar de estado para conhecer o novo treinador e passar um tempo para todos se adaptarem a essa nova fase.
E é assim que Brie viaja de Austin para Seattle e dá de cara com Erik Winter sem camisa e com uma mulher saindo da casa dele pois ela chegou algumas horas adiantada. E desse modo é dada a largada nas farpas e brigas entre eles.
Quote: "Ele não tinha sido nada além de que um idiota todo o dia e a última coisa que eu queria pensar era se eu poderia ou não achá-lo atraente. Porque não achava."
Apesar de Brie ser uma atleta em ascensão, com pontos e num nível bem acima das outras competidoras, sempre teve muito respeito pelos técnicos, mas algo em Erik faz com que o desafio fique maior do que ela julgava ser possível. E Erik também não fica atrás com seu jeito dominador e prepotente, mas há algo na Brie que o deixa especialmente fora da concentração com Brie. A garota é louca e dá gosto de ver.
Quote: "Eu quase não conhecia o cara, e definitivamente não queria beijá-lo. Socar, talvez, especialmente após a reunião de hoje."
Toda a equipe feminina também é muito divertida. June é a rancorosa e focada. Molly, Lexi e Rose são o trio que proporciona muitas gargalhadas e tiradas loucas. Amei essas três e fiquei empolgada que a R.S. Grey escreva um livro com alguma delas, se fosse a Lexi não iria achar ruim.
Quote: "Não era justo que eu fosse a única que fervesse por dentro. Eu precisava saber que não estava sozinha. Eu precisava de um sinal de que ele se importava."
E por mais que eu tenha adorado as farpas deles e tudo o mais, fiquei meio chocada de como o Erik faz algumas coisas bem imbecis para provar que está certo (especialmente em uma cena na sala de ioga), não vi aquilo vindo... e ainda nem sei o que dizer. Talvez tenha sido só a autora que tentou fazer algo diferente, mas não sei não... pra mim Erik quis mostrar um ponto da forma errada.
Quote: "Erik não era um cara bom. Ele não iria correr atrás de mim e implorar por um lugar no meu coração. Na realidade, eu quis dizer tão pouco para ele como eu tinha um mês e meio atrás, e agora que eu me rendi, ele provavelmente não queria nada comigo. Fim de jogo."
Além disso, outros assuntos familiares também são muito pertinentes e tornam o enredo... como posso dizer... talvez bem "atlético" e fiquei muito feliz por ter uma autora que não tem medo de desbravar outros assuntos e não ser repetitiva. Com certeza R.S. Grey é daquelas que conseguem fazer algo romântico e muito divertido, e com dois pontos de vista em primeira pessoa conseguiu dar vida á dois personagens que se acham muito diferentes, mas são mais parecidos do que tem conhecimento.