Cartas a uma jovem amiga (Talismã #14) - "Feliz é o homem que é nada".

    Jiddu Krishnamurti

    Editorial Presença II
    2008
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-10: 8588268027
    Português

    Ao longo dos tempos são muitos os seguidores de Krishnamurti que encontram na sua filosofia ideias centrais para a vida e o desenvolvimento das relações humanas. Mas sobretudo a vertente interior adquire uma importância acrescida, sendo frequente objecto de estudo por parte do instrutor espiritual e que tem apaixonado crentes e não crentes. O poder da filosofia do mestre é de tal forma magnetizante que mesmo quem não está familiarizado desde o primeiro momento com a sua prática, fica desde logo rendido ao seu conceito. As ideias de Krishnamurti condensam-se em máximas e neste livro os temas centrais são o Amor, a Liberdade, o Controle da Mente e a Felicidade. Nelas, o líder exprime a sua visão de extrema clarividência enunciando que «Feliz é o Homem que não é Nada». As cartas incluídas no livro foram escritas por Krishnamurti entre Junho de 1948 e Março de 1960 a uma amiga em sofrimento físico e espiritual, revelando uma rara compaixão e sabedoria.

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    Carla Parreira23/11/2023Resenhou um livro
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    Cartas a uma jovem amiga (J. Krishnamurti).

    Melhores trechos: "...A plenitude interior é de longe mais impor­tante do que a exterior. Podem roubar-nos a riqueza exterior; causas exteriores podem deitar por terra aquilo que diligen­temente fomos construindo; mas as riquezas interiores são incorruptíveis, nada pode atingi-las, porque não foram for­madas pela mente. O preenchimento psicológico pode trazer alguma satisfação, mas depressa se desvanece, e de novo voltamos à caça. Todo o problema do preenchimento cessa quando há compreensão do desejo. O desejo é o esforço para «ser», para «vir a ser». Com o fim do «vir a ser», a luta pelo preenchimento desaparece... O que é importante é uma mudança radical no incons­ciente. Qualquer acção consciente da vontade não pode tocar o inconsciente. Como o querer consciente não pode atin­gir as buscas, os pedidos, os desejos do inconsciente, a mente consciente tem de permanecer tranquila, quieta, não tentando forçar o inconsciente de acordo com qualquer padrão particular de acção. O inconsciente tem o seu próprio padrão de acção, a sua própria estrutura, dentro da qual ele funciona. Essa estrutura não pode ser quebrada por qualquer acção exterior, e a vontade é um acto exterior. Se isto for verdadeiramente visto e compreendido, a mente externa fica serena; e porque não há qualquer resistência montada pelo querer veremos que o chamado inconsciente começa a libertar-se a si mesmo das suas próprias limi­tações. Só então haverá uma transformação radical na totali­dade do ser humano..."

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