Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas6
    • Leitores84
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    CONTOS AMARGOS -

    Alessandra Tapias Morales, Bruno Catão, Paulo V. Mendonça, Allana Machado

    Pendragon
    2016
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-13: 9788569782292
    Português Brasileiro
    4.4
    40 avaliações
    Leram47Lendo4Querem33Relendo0Abandonos0Resenhas6
    Favoritos6Desejados33Avaliaram40

    Olá, Se você estiver lendo esta sinopse, não compre este livro. Sério, o que você está fazendo com os Contos Amargos na mão? Devolva-o discretamente à estante e ande como quem não quer nada para a sessão infanto-juvenil, pegue alguma ficção científica ou o que quer que os jovens leiam hoje em dia e se esqueça dos Contos Amargos. Os autores garantem que esta seria a melhor decisão. Por quê? Bom, porque este livro vai quebrar o seu coração, caro leitor. Cada uma das histórias do Contos Amargos foi pensada para tocar as suas emoções de maneiras diferentes e inesquecíveis. Você vai rir, chorar, se apaixonar e se desesperar enquanto devora as páginas deste livro, e tudo isso para quê? Não há finais felizes aqui, caro leitor, só um livro que vai te deixar com um gosto amargo de quero mais. Fuja. Nós avisamos.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (6)Ver mais
    Rodolfo Luiz Euflauzino picture
    Rodolfo Luiz Euflauzino27/06/2017Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A vida é bem mais perigosa que a morte

    Começo a resenha com um trecho entusiasmado de uma canção de Cazuza que diz muito deste livro. Não me conectei de imediato, acabei deixando o livro para um outro momento. A facilidade de saber para onde vão os contos, qual caminho irão tomar, no começo afugenta um pouco o leitor desavisado. Acabou por me fazer o livro descansar. Deixei-o ali na estante, parado, esperando oportunidade que se encaixasse no meu momento, que estivesse na mesma vibração que a minha. Minha decisão se mostrou correta. Este dia chegou e os contos continuaram previsíveis e, talvez por isso mesmo, angustiantes. É como um filme do Hitchcock, você sabe o que vai acontecer, mas não consegue se esquivar do inevitável. Contos amargos (Pendragon, 90 páginas) me chamou a atenção pelo título e pela capa. Mas não só por isso, mas também porque entre os autores havia a querida Alessandra Morales, além de Allana Machado, que foi com quem mais me identifiquei, Bruno Catão e Paulo Vitor Mendonça. Turma da pesada querendo fazer barulho. O cardápio aqui é indigesto, doenças físicas e psíquicas num grande caldeirão: mágoa, medo, violência, depressão, perda de fé, câncer, morte. "A verdade é que não sei ser mais nada, é por isso que preciso sair quando é escuro. Mas quando estou só comigo eu sei ser. Sei ser princesa, sei ser arqueira, exploradora e sei ser virgem. Sei gostar de incenso e dançar nua sem a obrigação de seduzir." O mal do século XXI é personagem central e nos é apresentado em toda sua majestosa figura. Não há necessidade de ter convivido com alguém que sofre desta doença (hoje em dia é difícil não conhecer alguém assim), basta beber um pouco de cada palavra do conto para notar o buraco escuro e sem fundo em que o indivíduo se meteu. A chance é mínima de encontrar uma saída. "Eu não me sentia triste, apenas não me sentia feliz, a vida seguia sempre a mesma. Só as brigas em casa aumentavam, eu não aguentava mais meus pais se metendo em tudo, não me deixando em paz. Eles discutiam comigo dizendo que eu não me movia, não fazia nada, que eu era preguiçoso. E eu sabia do que eles falavam, mas apesar de ter energia, eu não tinha vontade. Um dia retruquei que não entendia o motivo de eles fazerem as coisas, não entendia o amor da minha mãe por um monte de mato. Ela me estapeou." O desespero é tamanho que personagens e mais personagens questionam a fé. Por que lutar se no final das contas já nascemos derrotados diante de inimigos poderosos tais como os que se encontram escondidos dentro de nossas próprias células? "Sádicos. Amando o sofrimento sincero de quem esteve com ela; especialmente o da minha mãe, que assistiu minha avó se acabar enquanto morria para si mesma, para cuidar para que vovó não morresse. O corpo da velha dona Vanda estava se multiplicando por dentro para destruí-la. Em dezembro a barriga doeu, em julho a barriga a matou." Somos o início, o caminho e o fim de nós mesmos. Não há como fugir disso. Mas será que nos cabe acelerar este processo para fugir da dor? "Então essa é a cara da morte, ela observou. Parecia mais bonita que há dois meses, parecia muito mais radiante do que há uma hora. Agora ela via cores no espelho. Cores e um quase sorriso ou qualquer outra coisa que a fazia sentir-se muito melhor. Suicídio. Até a palavra soava bonita. Eu sou a cara da minha morte." E se finais felizes não existissem? E se tivéssemos doses cavalares de realidade? O leitor é um ser estranho, pois quando o livro retrata uma verdade “fictícia” ele se esbalda, lê, indica para os amigos. Bastou espelhar a realidade a coisa muda de figura, ele teme, engasga-se e tende a se afastar.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 40
    • 5 estrelas60%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas3%
    Alessandra Tapias Morales profile picture

    Alessandra Tapias Morales

    Mora em São Paulo desde que nasceu, e desde este mesmo momento vive entre os livros. Gosta tanto de ler quanto de escrever, mas a arte de escrever é uma aventura inigualável. Odeia não ter com quem dividir as coisas. ​Adora rir, e fazer os outros rirem. Comida japonesa é sua preferida. Gore é seu gênero favorito. E seu twitter é @leletapias.

    11 Livros
    40 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Alessandra Tapias Morales