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    Breve Nova York -

    Tânia Martins

    Subsolo
    2015
    300 páginas
    10h 0m
    ISBN-13: 9788569188025
    Português Brasileiro
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    É provável que este livro agrade a leitores que estejam dispostos a decifrá-lo em vez de apenas se distrair, porque lê-lo é participar do esforço com que a autora o constrói e descontói. Sua narrativa reproduz o movimento dos acontecimentos numa instância em que a primeira ruptura queocorre é com o tempo – no instante em que seu início pode ser trocado pelo seu fim, ou o leitor pode começá-lo do meio para qualquer direção, sugerindo círculos e labirintos. Tendo como pano de fundo o ataque às Torres Gêmeas, em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001, episódio que a escritora presenciou, este romance, reportagem, ou melhor, esta narrativa fronteiriça entre gêneros e linguagens esbarra também nos campos da poesia, filosofia, psicologia, religião, geopolítica e meio ambiente. Fatos e personagens se atropelam, o ficcional e o real parecem se atracar para, intencionalmente, mostrar uma civilização, no caso a atual, e de Ocidente à Oriente, abrindo uma espécie de portal da barbárie tão insistentemente previsto por cientistas e loucos, e que agora obriga o homem comum a escolher a sua luta humanística ou morrer de ignorância. Tânia Martins; 61 anos, nasceu em Gurinhatã, Minas Gerais, estudou emquatro universidades e trabalhou em duas, mas, como gosta de dizer, “por medo de perder a literatura” não esperou os diploma dos três cursos (Jornalismo, Filosofia e Letras) que frequentou, diga-se, nas curtas horas abertas dentro de uma atividade política de esquerda trotskista, quase sempre redigindo panfletos “incendiários” contra a ditadura militar, “pelegos” de sindicatos, machistas, homofóbicos, degradação ambiental e governos neo liberais em geral. No meio do caminho largou um emprego de concurso público federal dos mais cobiçados, desta vez “para salvar a literatura dentro de mim mesma, que ameaçava trombosar as veias das minhas pernas”. Mas, antes dessa juventude, passou a sua adolescência em um colégio interno misto lendo os clássicos universais, já obediente à inspiração infanto-juvenil (12 anos) de ser escritora ao ler um conto de Pucini.

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