O livro trata do bloco carnavalesco Escravos da Mauá fundado em 1993 e da sua relação com seu entorno, a Praça Mauá. Resultado de uma pesquisa terminada em 2009 pela autora, apresenta elementos importantes sobre o Bloco, o local das apresentações, os músicos e os frequentadores. Trata-se de retrato amplo e minucioso, um verdadeiro trabalho de antropologia social. Revela a importância do Bloco para todos os que se reunem em seu entorno.
- "A Pedra do Sal é um lugar místico para a cultura negra e para os amantes do samba e do choro. Ela pode ser considerada como o núcleo simbólico da chamada Pequena África[...]. A região em torno da Pedra do Sal era repleta de zungus, casas coletivas ocupadas por negros escravos e forros. Ali se reuniam Donga, João da Baiana, Pixinguinha e Heitor dos Prazeres - precisa dizer mais? Fica a 100 metros do Largo do São Francisco da Prainha, onde tocamos [...]. É uma pedra com degraus escavados, por onde se pode subir para o Morro da Conceição." - trecho do livro em questão, p. 79;
- "O Samba da Mauá é uma soma de muitas energias. Uma delas são as canjas, que vem sempre sem cachê. [...]. Já tivemos conosco canjas que, francamente, são muito areia pro nosso caminhãozinho: Zé da Velha e Silvério Pontes, Luiz Carlos da Vila, Walter Alfaiate, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Baianinho, Moacyr Luz, Tia Surica, Zé Renato, Macalé, Xangô da Mangueira e Delcio Carvalho, pra ficar nos mais famosos... Todos, sem exceção, trouxeram novos amigos e ajudaram a construir o Samba da Mauá." - trecho do referido livro, p.125;