Neste curto livro, Jonh Piper nos fala sobre o hedonismo cristão, expressão tão estranha que a editora optou por traduzir como ?prazer cristão?. Mas mesmo com a mudança do termo, ainda assim parece estranho e, como o autor nos traz, até mesmo polêmico. Como assim devemos buscar sempre o prazer?
Com maestria, Piper nos explica, tendo como base a sua máxima de que Deus é mais glorificado em nós, quanto mais estamos satisfeitos nele. Então, ao buscarmos o prazer verdadeiro, que está em Cristo, e tudo que fizermos for para esse fim, estaremos verdadeiramente glorificando a Deus. A ideia continua parecendo um tanto esquisita. Mas nas aplicações que Piper faz, tudo fica aclarado. A primeira aplicação é sobre a adoração, que uma vez movida pela busca do prazer, o faremos não como um rito ou uma obrigação, mas como aquilo que nos traz alegria e gozo na alma. A segunda aplicação envolve o casamento. O marido que tem no seu prazer, o prazer da sua esposa, estará agindo em prol dela e amando-a, não como um fardo, mas como aquilo que traz a ele alegria. A terceira aplicação envolve finanças, e como quando nossa alegria não está no dinheiro, mas em algo superior, não perdemos nosso tempo nos dedicando a algo tão pequeno quanto lucros aqui, quando prazer muito maior teremos se ajuntarmos tesouros no céu. A última aplicação envolve missões. Quando o nosso prazer em Deus é realmente o que nos move, nós dedicamos nossa vida a fazer discípulos, a fazer mais pessoas sentirem prazer em Deus, não por sermos bonzinhos, mas porque isso nos traz alegria.
Por fim, Piper diz de maneira enfática que, diferente do que alguns afirmam, o problema da humanidade não é buscar o próprio prazer, é se contentar com um prazer tão pouco e insignificante, a saber, qualquer prazer que não tem Deus como fonte.