Fiorella, vulgo Ella, jurou, retrucou e xingou a quem quisesse ouvir que Henry não era seu tipo. E ela, também não era o seu. Ambos não faziam o “padrão” do outro. Ella era alternativa, com tatuagens, estilo underground, cabelo colorido e piercings, tudo isso em uma mulher de 25 anos. Henry era do tipo perfeito. Perfeito demais para Ella. Henry era “engomadinho” demais para Ella. Para Henry, Fiorella era tão esquisita quanto. Em uma sexta-feira, janeiro, verão, calor e sol em Nova York eles se conhecem no dia da mudança de Ella para sua nova casa. Dentro do elevador ela derruba uma mala em seu pé. O encontro não foi dos melhores. Eles não se combinavam em nada. Enquanto ele vestia terno e gravata, ela vestia short curto e camisa regata. Não, eles realmente não tinha quase nada a ver. Não, eles não se amaram à primeira vista. Longe disso. Ella o achou fresco demais. Henry a achou louca demais. Mas, e quando eles descobrem que não apenas são vizinhos de prédio como vizinhos de andar? Mas e quando, mesmo ela sendo louca demais, continuava sendo engraçada demais? Mas e quando, mesmo ele sendo fresco demais, continuava sendo educado demais? Será que Henry tinha uma paciente tão de ferro para aguentar as loucuras, festas e som alto de sua vizinha? E daí uma amizade inesperada nasce... Porém, será que era só uma amizade que eles queriam? Dias incomuns, sextas-feiras piores ainda, risos e um pouco mais neste livro que deixa claro que nem sempre a primeira impressão é a que fica.

