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    Melhores Crônicas de Rachel de Queiroz (Coleção Melhores Crônicas) -

    Rachel de Queiroz

    Global
    2004
    323 páginas
    10h 46m
    ISBN-10: 8526009494
    Português Brasileiro
    4
    98 avaliações
    Leram192Lendo13Querem170Relendo3Abandonos14Resenhas7
    Favoritos9Desejados170Avaliaram98

    Considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras do século XX, Rachel de Queiroz deixou sete romances, todos aclamados pela crítica, inúmeras traduções de autores clássicos, peças de teatro, livros infanto-juvenis e memorialistas. Teve sua obra adaptada para o cinema e para a televisão com grande sucesso. Este livro apresenta uma coletânea de crônicas que, vistas em conjunto, denunciam um caráter de espaço experimental. Algumas são extraordinários perfis constituídos por desenhos precisos de tipos regionais capturados por suas lembranças do sertão ou de personagens eleitos pela cronista em episódios percebidos ao acaso. Outras crônicas são contos estruturalmente perfeitos. Outras crônicas são contos estruturalmente perfeitos. Outras, diálogos abertos com o leitor, cenas da vida carioca, reflexões sobre o amor, o tempo e a morte, paisagens, ou mesmo importantes documentos de história, ecologia, folclore. Em todas, a romancista e a cronista, a escritora e a jornalista, se dão as mãos de forma surpreendentemente harmoniosa.

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    Resenhas (7)Ver mais
    Leonardo Capeletti picture
    Leonardo Capeletti08/01/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Oh, Rachel, já te amo!

    Tão amável e sem igual. Cada crônica é escrita com uma sutileza mesmo quando é pesada, que dá gosto de ler. Tenho minhas favoritas, vi a escritora crescer através de cada página. A vi ficando mais séria, mais velha, mais avó, mais velha e depois mais nova. E só três anos antes de morrer, com já 89 anos, parecia tão lúcida quanto nas primeiras crônicas, até mais menina. Queria que ela tivesse vivido o suficiente para eu conhecê-la. Ah, Queiroz! nem bem te conheço e já te amo. Amor a primeira leitura. És minha amante, minha amiga, minha avó.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 98
    • 5 estrelas42%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas1%
    Rachel de Queiroz profile picture

    Rachel de Queiroz

    Rachel era filha de Daniel de Queiroz Lima e Clotilde Franklin de Queiroz, descendente pelo lado materno da família de José de Alencar. Em 1917, após uma grande seca, muda-se com seus pais para o Rio de Janeiro e logo depois para Belém do Pará. Retornou para Fortaleza dois anos depois. Em 1925 concluiu o curso normal no Colégio da Imaculada Conceição. Estreou na imprensa no jornal O Ceará, escrevendo crônicas e poemas de caráter modernista sob o pseudônimo de Rita de Queluz. No mesmo ano lançou em forma de folhetim o primeiro romance, História de um Nome. Aos vinte anos, ficou nacionalmente conhecida ao publicar O Quinze (1930), romance que mostra a luta do povo nordestino contra a seca e a miséria. Demonstrando preocupação com questões sociais e hábil na análise psicológica de seus personagens, tem papel de destaque no desenvolvimento do romance nordestino. Começa a se interessar em política social em 1928-1929 ao ingressar no que restava do Bloco Operário Camponês em Fortaleza, formando o primeiro núcleo do Partido Comunista. Em 1933 começa a ter dissenções com a direção e se aproxima de Lívio Xavier e de seu grupo em São Paulo, indo morar nesta cidade até 1934. Milita então com Aristides Lobo, Plínio Mello, Mário Pedrosa, Lívio Xavier, se filiando ao sindicato dos professores de ensino livre, controlado naquele tempo pelos trotskistas. Depois, viaja para o norte em 1934, lá permanecendo até 1939. Já escritora consagrada, muda-se para o Rio de Janeiro. No mesmo ano foi agraciada com o Prêmio Felipe d'Oliveira pelo livro As Três Marias. Escreveu ainda João Miguel (1932), Caminhos de Pedras (1937) e O Galo de Ouro (1950). Foi presa em 1937, em Fortaleza, acusada de ser comunista e exemplares de seus romances foram queimados. Em 1964 apoiou a ditadura militar que se instalou no Brasil. Lançou Dôra, Doralina em 1975, e depois Memorial de Maria Moura (1992), saga de uma cangaceira nordestina adaptada para a televisão em 1994 numa minissérie apresentada pela Rede Globo. Exibida entre maio e junho de 1994 no Brasil, foi apresentada em Angola, Bolívia, Canadá, Guatemala, Indonésia, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, sendo lançada em DVD em 2004. Publicou um volume de memórias em 1998. Transforma a sua "Fazenda Não Me Deixes", propriedade localizada em Quixadá, estado do Ceará, em reserva particular do patrimônio natural. Morreu em 4 de novembro de 2003, vítima de problemas cardíacos, no seu apartamento no Rio de Janeiro, dias antes de completar 93 anos. Fontes: biografia: wikipedia foto: http://www.fundacaoquixote.org.br

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    Ceará, Brasil

    Rachel de Queiroz