'Contos Húngaros' reúne dez contos divididos entre quatro autores da literatura húngara - Gyula Krúdy; Dezsö Kosztolányi; Géza Csáth e Frigyes Karinthy.
CONTOS HUNGAROS
VARIOS AUTORES, PAULO SCHILLER
Outros contos húgaros.
Diferente da descrição na página aqui do skoob, o volume abrange na verdade oito autores húngaros. Há pouquíssima informação sobre a edição, o que era costumeiro em livros antigos. Infelizmente não sei dizer quem escolheu, organizou e traduziu os contos, e a gramática utilizada parece anteceder o ano de 1969 (que também está na descrição da página do livro aqui no skoob). Acredito que a edição seja da década de 50. Mas agora vamos para minha opinião como leitor. Preferi dividir o livro entre 2 novelas e 8 contos. A imagem do sumário está bem ruim ali na foto "da capa", por isso vou deixar abaixo relação do sumário (autor + obra). Kalman de Mikszath: - O caftã do sultão (novela). - Gente importante (novela). - Os dentes de Berczi. Victor Tcholnóki: - A cimitarra. Eugênio Heltai: - O número 13. Tomas Kóbor: - Depois da conferência. Estevam Tömörkéni: - Negócio arranjado. Eugênio Kemétchei: - O Csárdás mágico. Americo Beréni - Domingo. Miguel Erdöd: - A damasinha de segunda-feira. Para esta resenha trato apenas dos contos do livro. Foi bem interessante conhecer contos desses autores húngaros principalmente do séc. XIX. Tive muita dificuldade de encontrar detalhes sobre a vida dos autores ou a data de publicação dos contos, etc., mas acredito que apenas os dois últimos escreveram suas obras no séc. XX. Alguns dos contos possuem enredo excelente, criativo, com delicadeza na escrita e descrição do cenário húngaro da época. Outros estão mais para crônicas, pois retratam uma passagem sem grandes acontecimentos ou mergulhos psicológicos, talvez um painel de costumes. De modo geral, é um livro de contos interessante, uma boa porta de entrada para o mundo literário húngaro. Quanto às duas novelas, prefiro analisar separadamente em outras oportunidades. Meus contos preferidos foram: - A cimitarra (o melhor da antologia, em minha opinião). - O número 13 (que me lembrou um pouco o famoso "A Pata do Macaco", de W. W. Jacobs). É isso. Livro recomendado!
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