Ashira é uma querubim conhecida pelo coração bondoso e pela doçura na voz. Enviada para a Terra, numa missão na Florença Renascentista, Ashira precisa se infiltrar entre os humanos, entrar no Palácio dos Médici - a poderosa família que tem Florença na palma da mão - e impedir que uma guerra espiritual aconteça.
Mas, para isso, Ashira precisa encontrar um atalaia (pessoa que tem o poder de enxergar as criaturas) para ajudá-la, entretanto, o jovem escolhido pode não estar preparado, pode nem ter desenvolvido o seu dom, e isso dificulta ainda mais a missão da Querubim.
Enquanto isso, Lucca, um jovem e humilde pintor se encanta pelas feições e traços únicos de Ashira. Resolve, então, pintá-la e o quadro do Anjo se torna a porta de entrada de Lucca para o mundo das grandes artes no solo italiano.
Seria Lucca apenas um mero pintor apaixonado?
Seria Ashira capaz de realizar sua missão?
Quais segredos a família Médici esconde?
Que mistério há por trás de um quadro escondido na parede?
Quantas camadas de tinta foram necessárias para esconder as traições e as mentiras na cidade mais artística do mundo?
Querubins, A Balança do Coração me encantou! Em alguns capítulos fiquei emocionada com a doçura da Ashira, em outros vibrei com a aparição de alguns personagens e, mais precisamente, no capítulo XXIII eu me arrepiei!
Foi lindo - lindo, gente! - ver Ashira em ação, e tomar um banho de arte, pintura e beleza que as páginas do livro exalam. Assim como a Chaya (querubim do livro 1), Ashira ganhou o meu coração e eu senti vontade enorme de abraçá-la e pedir que ela cantasse uma canção para mim.
A escrita da Martha Ricas é tão rica e tão gostosa que eu não canso de elogiar. Mais uma vez, é notável o conhecimento da autora naquilo que ela se propõe a fazer, e ela escreve com autoridade!
Em comparação com o primeiro livro, eu gostei mais da história/missão da Chaya, e esse foi o único motivo que me fez tirar 0,5 da nota.