The Princess Affair (A Princess Affair Novel #1) -

    Nell Stark

    Bold Strokes Books
    2013
    264 páginas
    8h 48m
    ISBN-10: 160282858X

    Rhodes Scholar Kerry Donovan has never had anything handed to her on a silver platter. As she arrives at Oxford to begin her course of study, she is determined to make the most out of this latest opportunity. But when she meets Her Royal Highness Princess Sasha, second in line to the British throne, Kerry’s priorities are eclipsed by an attraction neither of them can ignore. "Sassy Sasha" is a tabloid favorite who appears to delight in scandalizing her people, but beneath her vexed public image, Sasha longs to be truly seen. Will the tenuous connection she forms with Kerry be broken by the weight of the crown? Or will they find true love despite the forces endeavoring to keep them apart?

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    Carolina Leocadio picture
    Carolina Leocadio03/10/2019Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Esse livro já tinha a difícil tarefa de superar (ou se igualar) ao livro anterior, que foi perfeito sem tirar nem pôr. Não chegou nem perto e como também falava de monarquia e também se passava em Londres ainda me causou dores no coração toda vez que "príncipes, princesas, rainha, protocolos" eram mencionados. Mas as duas estrelas na avaliação final foi resultado inteiramente do potencial desperdiçado de The princess affair. Eu não esperava uma pérola da Literatura, mas não esperava algo tão morno e fraco como a história que encontrei aqui. Recomendo para um público mais jovem do que eu; não que os subestime, mas se bem me lembro da minha adolescência, não era tão crítica e livros medianos passavam com louvor por minha aprovação com notas altas. Também recomendo para os leitores de inglês intermediário. O vocabulário é simples; inclusive para um enredo que mistura inglês americano e britânico. (Pessoalmente fiquei decepcionada, pois achei que Nell Starl fosse usar e abusar das diferenças entre o inglês britânico e o americano) De fato, "The princess affair" foi escrito para um público mais jovem. Talvez Nell Stark quisesse dar referências a adolescentes homossexuais, algo que a própria escritora não teve ao crescer, e por isso comemoro a existência do livro. Ainda assim, não posso deixar de ressaltar que já peguei livros para ler voltados para adolescentes que me entreteram pra caramba, então só resta torcer para que Nell Stark aprimore e vejamos isso refletido nas próximas obras. O livro só é sem graça. Porém não há nada problemático, e consegue ter duas protagonistas muito carismáticas. Eu gostei mais da Kerry do que da Sasha. Provavelmente porque ela é plebeia como eu. Além do mais, a apresentação da personagem foi bem feita. Logo fisgou minha atenção. Por isso que fiquei decepcionada quando sua importância foi reduzida de coprotagonista para bengala de Sasha e seus dramas intermináveis. A partir do momento em que os olhos de Kerry e Sasha se cruzaram na balada e o (maldito) instalove nasceu, Kerry se resumiu a ser escudo da sua peguete. Contra a mídia, contra os traumas do passado de Sasha, contra o pai tirano e que não compreendia a filha. Sasha volta e meia estava afundada em algum problema que não a tirava do quarto e lá estava coach Kerry com um discurso motivacional para ela erguer a cabeça e enfrentar o mundo. Sasha é, segundo Kerry, linda de morrer. Lógico que após essa descrição nos é revelado que ela é branca, alta, magra, olhos claros e cabelo liso. Por que o que mais "linda de morrer" iria significar? É, não gostei disso no livro. Sasha é lésbica, mas os tablóides e os súbitos pensam que é bissexual; tem dois irmãos com quem se dá bem (e são personagens irrelevantes na história) e são os filhos dos olhos do pai/rei inglês (um estereótipo de péssimo pai que liga para aparência e não pro bem estar da filha do meio). A mãe morreu. É a única informação que temos dela. O tal segredo da sinopse que Sasha esconde da mídia é - prenda a respiração - que ela é disléxica. Apenas isso, e ganhou um arco na história. Sei lá porque, pois o tempo podia ser usado para desenvolver mais a Kerry ou a relação das duas. O que me surpreendeu sobre a dislexia de Sasha foi saber que mesmo rodeada dos melhores professores e médicos ninguém foi capaz de explicar que ela não é burra por isso. Foi mais uma tarefa para Super Kerry Ao Resgate - que inclusive diagnosticou a crush. Estão vendo? Sasha dominou a história inteira e o que sobrou para Kerry foi ser a namorada que resolvia seus problemas. Kerry, pós-graduanda que ralou para conseguir uma bolsa na Faculdade Rhodes, mas cuja rotina acadêmica foi para os ares porque ela precisava ficar atrás de Sasha ou disponível para quando Sasha quisesse beijá-la. Kerry, cuja história com a família dava um bom subplot - e um mais interessante do que qualquer drama de Sasha. E o instalove... Meu problema com instalove em livros é a intensidade do amor que um sente pelo outro. Não faz sentido. Aqui, além desse recurso sem imaginação, temos o "nunca senti isso por ninguém antes". Oras, me poupe. Enquanto tanto Kerry quanto Sasha, desconhecidas, mas intensamente atraídas uma pela outra (o que foi forçado) ficavam pensando o quanto aquela atração era estranha porque elas mal se conheciam, eu só podia concordar e torcer para que Nell Stark parasse com essa palhaçada. Não parou. Elas se conheceram com 18% de avanço no livro. Havia tempo para desenvolver a paixão entre as duas depois dos pegas na boate. Enfim, desabafei. Instalove realmente me deixa um pouco irritada e eu estava em sofrimento pelo fim de An Assassin's Guide to Love and Treason. Mas principalmente: entendi que Kerry é uma jovem comum, com uma rotina rigorosa, mas comum e uma família irladensa religiosa. Por que raios justo a PRINCESA ia se interessar por alguém como ela na pouca luz de uma boate e precisar tanto dela nos dias seguintes? Nada em Kerry me pareceu marcante! Ainda queria fazer um adendo sobre os demais personagens. Todos com muito potencial e serviram para tirar o foco do romance, mas que Nell Stark os deixou como personagens pra lá de secundários com poucas falas aparecendo apenas para que tanto Sasha quanto Kerry pudessem desabafar sobre o que sentiam uma pela outra. Bleh!

    1 curtida

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