O Pai Goriot (A obra-prima de cada autor) -

    Honore De Balzac

    Martin Claret
    2004
    257 páginas
    8h 34m
    ISBN-13: 9798572326536
    Português Brasileiro

    O pai Goriot (1834) é possivelmente uma das obras mais poderosas da literatura francesa, considerada uma obra-prima por muitos críticos. O mundo novelístico e psicológico de Honoré de Balzac é um retrato da nova burguesia emergente e da aristocracia em decadência. Em O pai Goriot pode-se dizer que há a “tragédia das pessoas comuns”, pois o texto retrata a poética do cotidiano, explorando o amálgama de personagens e episódios típicos do realismo literário.

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    Andre07/10/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha O Pai Goriot.

    Sem dúvida Balzac tem a maestria de expressar as profundezas e as superficialidades de como as cognições dos personagens se desenvolvem. Vale ressaltar como as sensações são distorcidas nas suas intensidades; Os valores morais, que eram pra ser defendidos vivamente, são expostos apenas para manter as aparências nessa sociedade apodrecida internamente. A frase que resume a obra - a meu ver - é a “Via o mundo como um oceano de lama no qual um homem mergulhava até ao pescoço se lá metesse os pés”; Ela está presente em todos os desdobramentos do personagem principal – Rastignac (que significa “jovem lobo de dentes longos”, referência à sede ambiciosa e jovial que ele tem de sobra), o qual experimenta o doloroso choque de realidade das fragilidades humanas. A percepção em processo de maturação dele está sempre acompanhada pelas falas cínicas e niilistas de Vautrin, um misterioso contrabandista que de forma filosofal descreve como a realidade é e como se deve portar “Não há princípios, só há acontecimentos. Não há leis, só há circunstâncias; O homem superior liga-se aos acontecimentos e circunstâncias para manobrá-los.”. Em contraponto, os sentimentos e valores desse rapaz são profundamente ligados ao velho Goriot (um velho pai que faz de tudo para suas duas filhas). Rastignac encontra-se nessa dualidade entre se apegar aos valores raros desencadeados pela empatia e se apegar as falsas sensações para alcançar status na aristocracia francesa.

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