El Otoño Del Patriarca -

    Gabriel García Márquez

    Debolsillo
    2014
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788497592413
    Espanhol

    Gabriel García Márquez ha declarado una y otra vez que El otoño del patriarca es la novela en la que más trabajo y esfuerzo invirtió. En efecto, García Márquez ha construido una maquinaria narrativa perfecta que desgrana una historia universal -la agonía y muerte de un dictador- de forma cíclica, experimental y real al mismo tiempo, en seis bloques narrativos sin diálogo, sin puntos y aparte, repitiendo una anécdota siempre igual y siempre distinta, acumulando hechos y descripciones deslumbrantes. Novela escrita en Barcelona entre 1968 y 1975, El otoño del patriarca deja asomar en su trasfondo el acontecimiento más importantede la historia española de aquellos años -la muerte del general Franco- aunque su contexto y estilo sean, como simpre en este escritor, el de la asombrosa realidad latinoamericana que García Márquez ha elevado una vez más a la dignidad de mito.

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    Valério Santos Teixeira07/07/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Literatura em seu primor

    Gabriel García Márquez (ou Gabo) é um de meus autores favoritos. E "O outono do patriarca" confirma e reforma minha preferencia. Impressiona como Gabo desentranha os pormenores do dia a dia de um ditador de um país imaginário (mas que guarda relações com muitos países governados por totalitaristas). Os meandros do poder, a força descomunal de um genocida (de verdade - não um "genocida" de narrativa de adversários políticos. Mas um que mata e manda matar todos que ameacem seu poder, sua vaidade ou sua megalomania). Tudo pelo poder. Isolando o povo de saber o que acontece em volta, canonizando e santificando a própria mãe. Criando em torno de si o mito da imortalidade. Estuprando mulher atrás de mulher. Um livro que pode ser em breve alvo de revisadores de obras, bem ao estilo de "1984" por ofender. Mas o verdadeiro leitor quer a verdade. Quer ser ofendido com a crueldade que já existe (e que ainda existe). O verdadeiro leitor quer Gabo, quer Mario Vargas Llosa. Quer ser afrontado com a crueldade, quer a verdade, custe o que custar, doendo ou não. Só assim teremos melhor visão da realidade. Não culpemos e castremos quem apresenta um retrato. Façamos isso com os reais perpetradores de totalitarismo, não deixando que cheguem ou permaneçam no poder, como aconteceu em Cuba, Alemanha, Nicaragua e Venezuela, entre outros. Vamos ler Gabo, vamos ler Mario Vargas Llosa. Vamos nos chocar, apreciar o talento em desvender a psique humana em seus piores momentos. Vamos celebrar obras como esta e não extirpá-las ou aleijá-las. Viva a literatura, viva a arte que expõe e incomoda pela realidade, desde que seja direcionada a adultos e não crianças, claro, como muitos querem quando a "arte" é sexual. Viva a despolitização e abaixo a militância contra a arte. Curta o livro, enxergue sua grandeza, seu valor cultural, sua riqueza genial. Veja a vida do ditador, veja suas fraquezas, a forma distante que Gabo consegue narrar atitudes absurdas. Gênio!

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