Little Susie from Detroit grew up to be legendary rocker Suzi Quatro, international superstar musician and actress, icon of the Seventies. The transformation was fuelled by huge talent, determination, hard work and a fabulous sense of humour, but it wasn't easy. In UNZIPPED, Suzi tells her story of life behind the scenes and in the thick of it , working, partying and rocking with other legendary figures such as Noddy Holder, Alice Cooper and Iggy Pop. Little Susie learned a love of music at home with her fascinating, fractious family, then she forged her sound by touring dives all over the States. She came to London just as Glam Rock was kicking off and became a star, a passionate woman in a man's world. Then there was fame as a Hollywood actress in Happy Days, a turbulent personal life and the need to juggle her family with her career, touring all over the world. There were lows as well as highs, but she never lost her total joy in music or her sense of adventure. Suzi Quatro has met anyone who was anyone in music over the last thirty years. She remembers it all and this brilliantly personal, funny book is her thrilling account of a life lived going hell for leather.
Suzi Quatro Unzipped -
Suzi Quatro
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Ver mais"Unzipped", autobiografia que Suzi Quatro escreveu em 2007 (e atualizou em 2013) é construída como um grande diálogo entre duas pessoas que, na verdade são uma só: "Little Suzi From Detroit" (ainda jovem, antes da fama) e Suzi Quatro. Suas conjecturas e muitas lembranças trazem consigo uma grande autocrítica bem humorada, montando uma narrativa bem completa: traz muitos detalhes de sua infância numa família grande de pais imigrantes (o pai italiano, a mãe húngara) e fortemente católica, suas inseguranças por ser "a filha do meio" (o que, de acordo com o que ela sentia, a fazia viver "esquecida" entre os irmãos), as traquinagens típicas de criança, o amor por música (principalmente Elvis), o desenvolvimento na adolescência, o primeiro namorado, a criação da banda feminina "Pleasure Seekers" junto com irmãs e amigas, o abandono dos estudos aos 14 anos, a procura pelo sucesso, os vários shows e a crescente fama em sua terra natal, Detroit... O caso com um produtor musical (que ela chama sempre apenas pelas iniciais "DC") que na época era casado, a gravidez inesperada que a levou a um aborto com apenas 18 anos, as constantes mudanças na formação da banda e a subsequente alteração de estilo e nome, algo que não surtiu grandes efeitos a longo prazo, mas que coincidiu com sua descoberta pelo produtor Mickie Most (que se interessou apenas por ela, a baixista Suzi - que se refere a si mesma nesse período como "Little Suzi from Detroit" deixando de lado o resto da banda, algo que causou ressentimentos não resolvidos entre os membros durante anos) e a ida para a Inglaterra conquistar uma carreira de sucesso... os tempos sombrios em que viveu num limbo de solidão e depressão sem conseguir emplacar nenhum sucesso em sua carreira solo, levando-a a quase desistir de seus sonhos e voltar para os Estados Unidos... O cara que apareceu como candidato a guitarrista de sua banda de apoio que acabou se tornando seu primeiro marido (Len Tuckey), a primeira grande turnê que fez acompanhando as maravilhosas bandas ♥ Thin Lizzy e Slade ♥, o primeiro grande sucesso com "Can the Can" seguido por "48 Crash" (uma parte que achei super fofa: quando Can the Can atingiu a primeira posição na parada de Top Of The Pops, Phil Lynott e todos do Thin Lizzy enviaram um telegrama parabenizando-a ♥), os shows e turnês se tornando maiores e mais constantes, as várias aparições em paradas de sucessos britânicas, o inesperado sucesso em lugares como Japão e Austrália (onde tem seus fãs mais fiéis até hoje), as bebedeiras e farras com a banda e amigos, a fã maluca que a seguia por hotéis e ia em vários shows, mais conhecida como Joan Jett... o constante medo de voar que a fazia tomar um litro de whisky antes de sequer pisar no avião (haha)... os rumores de ter ficado com caras como Alice Cooper, que ela mesma desmente e conta sua versão dos fatos (Alice e ela são amigos desde os tempos de Detroit); o processo de criação de cada disco, sua relação sempre complicada com a família que deixou nos EUA... a compra de sua primeira casa (com os espíritos que ela acredita que morem lá, os quais têm até nomes específicos - o que mostra muito do seu lado místico/espiritualista, apesar de toda a sua base católica); o desdobramento de sua carreira, dessa vez como atriz no seriado "Happy Days", algo que a deixou com maior visibilidade em sua terra natal... Seu amadurecimento ao longo dos anos, a batalha para engravidar (seguida por mais um aborto, dessa vez espontâneo), sua primeira filha, Laura... seu distanciamento dos palcos e gravações, as participações em variados programas de TV para manter seu nome na mídia; o nascimento de seu segundo filho, Richard... o crescente desgaste de seu casamento com Len, em grande parte causado pela mudança de interesses de Suzi, que passou a dedicar mais seu tempo em atividades como escrever e atuar e menos voltada à música (algo que acabou de tornando o maior - e talvez único - assunto em comum entre eles)... seu papel como mãe, esposa e artista se misturando e causando crises de identidade, a inevitável separação, que causou desgastes familiares... os problemas de saúde seguidos da morte de sua mãe, o nascimento de vários sobrinhos, os problemas com os filhos (especialmente a filha)... sua volta aos palcos... O tempo tresloucado de "solteirice" depois de tantos anos casada (um grande mistério para mim: por que essas mulheres depois que se separam ficam tão malucas, como se nunca tivessem visto um homem antes na vida?), o novo affair que a quase fez se casar com pouquíssimos meses de namoro... seguido pela inesperada paixão pelo alemão Rainer Haas, antigo conhecido que lhe agendava shows e que acabou se transformando em seu segundo marido... A reaproximação com o pai, o crescimento dos filhos (com a saída de sua filha de casa aos 16 anos e seu retorno aos 18, trazendo consigo Amy, primeira e única neta de Suzi)... As novas composições, a participação num reality show (que obviamente lhe rendeu arrependimento, hihihi), as viagens familiares, os novos planos na carreira... e a reconciliação consigo mesma. Little Suzi from Detroit, enfim encontra-se com sua atual pessoa (mesmo aceitando que isso seria ficção, hehe), fechando sua história admitindo que a mundialmente conhecida Suzi Quatro não seria quem é hoje se não fosse por sua parcela juvenil. _____________________________________________________________ Gostei muito de acompanhar uma vida tão movimentada e cheia de detalhes. Me identifiquei em muitas partes, principalmente relacionadas à personalidade aberta de Suzi (incapaz de manter a boca fechada, como ela mesma disse), sua memória de elefante, assim como também suas inseguranças e instabilidades. Sem contar o fato de que ela faz aniversário uma semana antes de mim e teve uma tia chamada Izabella (!). Para quem é fã dessa baixista ou gosta de (auto)biografias, esse livro vale muito a pena.
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