Este libro ha sido convertido a formato digital por una comunidad de voluntarios. Puedes encontrarlo gratis en Internet. Comprar la edición Kindle incluye la entrega inalámbrica. Publicada en 1615, una década después del primer libro y menos de un año antes de la muerte de M.de Cervantes, esta segunda parte de Don Quijote, mucho más que una simple continuación de la primera, representa el ahondamiento y la realización plena de la obra máxima del escritor español. Si el primer libro inmortalizó las locuras del caballero y las gracias de su fiel escudero, este segundo volumen elevó la obra a un nível pocas veces alcanzado en los cuatro siglos transcurridos desde su creación. Subvirtiendo aspectos fundamentales de la creación artística con una libertad y capacidad de invención acojonantes, M.de Cervantes produjo un marco que redefiniera toda la literatura occidental posterior, influenciando escritores como Laurence Sterne, Gustave Flaubert, Franz Kafka, James Joyce, William Faulkner, Joaquim Machado, entre otros.
Don Quijote II -
Miguel de Cervantes
Cervantes: a estrela de mundos gigantes!
Dom Quixote me achou num sebo, durante uma viagem. Morou na minha estante por anos e, após começos e abandonos, combinamos: ou lia ou desapegava! O idioma das 1026 páginas da edição comemorativa do jornal argentino Clarín ajudou. Tenho lido nada em español, então conversar com Miguelito Cervantes no seu castellano lá de 1600 pareceu boa ideia! 😌 Pra quem quer tentar ler no original, a estrada não é bem um tapete... tem buraquinhos, mas nada que Google ou RAE não resolvam. Nessa primeira leitura, o que mais me conectou foi Cervantes e seu quarteto fantástico: Quixote, Rocinante, Sancho e seu burrinho. Aliás, fiquei pensando se o "Burro" de Shrek não foi inspirado no de Sancho... 🤔 Como eu ri com esses 5! Às vezes, basta a lembrança, pois o momento "vômito trocado não dói" sempre me faz rir do nada! E Cervantes tibungando no livro é divertido também!🤭 Mas a tela em que ele traça o riso é historicamente triste e mostra um mundo onde educação (a simples alfabetização mesmo) é exceção, a pobreza é regra, o habitual é violência, escravidão, a mulher é decoração (Alô, Dulcinéia?), xenofobia é o 11° mandamento e por aí vai... É uma selfie do chamado século de ouro da construção da identidade espanhola. Período ali pelos anos 1500 a 1600, que, como dizem, "abrió Colón [Cristóvão Colombo] y cerró Cervantes". Nada soa estranho porque nessa foto a gente vê algo familiar que parece imutável. Um lugar onde as realidades humanas apenas surgem uma após outra: o terreno fértil da injustiça. É lá onde Quixotes nascem, ou melhor, despertam pra ser a mudança que sabem andar faltando no mundo. Nosso lema é: "Vêm ni mim plot twists da vida, eu os chamarei aventuras!💪" (tradução livre minha 😂) Desperta é como eu prefiro, mas entendo o ângulo de que talvez não seja Quixote quem desperta e sim Quijano quem dorme. Essa via da saúde mental também é tocante. E talvez foi o que brilhou nos olhos do autor, pois parece que a inspiração pra escrever a obra veio no tempo em que esteve preso. Presídios e hospitais psiquiátricos (que na época de Cervantes talvez compartilhassem o mesmo espaço) não são onde a humanidade despe seus filtros? Muitas reflexões (é um livro gigante!), algumas curiosidades: - Cervantes e Shakespeare partiram na mesma primavera de 1616 (há controvérsias se as datas foram próximas). O fato é que na mesma época, ingleses e espanhóis despediram-se de seus grandes. - Essa aqui faria Sancho explodir de felicidade: em 2014, o sistema planetário da estrela Mu Arae (HD160691) foi nomeado em homenagem a Cervantes e sua obra. No YouTube, o canal brasileiro "Viagens pelo Universo" fez um vídeo maravilhoso sobre isso (https://youtu.be/1Gx52wkrjRM). O que é uma ilha pra quem nasceu pra planeta, né não Sancho?!😌😁👏
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