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    A Cidade e as Serras -

    Eça de Queiroz

    Via Leitura
    2015
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-13: 9788567097169
    Português
    3.1
    9 avaliações
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    Esta edição traz texto integral, com notas explicativas para os termos não usuais para facilitar a compreensão. Obra publicada em 1901, retrata o contraste entre o dia a dia frenético da metrópole e a vida simples do campo. A história é dividida em duas partes: a primeira narra a vida de Jacinto em Paris, que diante do avanço da civilização, do progresso, das novas tecnologias, da massificação dos centros urbanos, sente-se com um grande vazio interior. A segunda apresenta o personagem de volta a Tormes, em Portugal, onde ele encontra a verdadeira felicidade. Vivendo no campo, ele descobre a si mesmo, além de promover melhorias nas serras, um lugar atrasado e pobre. Decide, então, trocar a vida de luxo em Paris pela simplicidade. A história ironiza os males da civilização e enaltece os valores da natureza, fazendo uma crítica ao estilo de vida desprovido de autenticidade, que engrandece o progresso urbano e industrial e desvaloriza as raízes e a cultura de um país.

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    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz