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    O Acto de Passar a Ferro (Contos isolados) -

    João Dias Martins

    Edição de Autor
    2015
    9 páginas
    18m
    ISBN-13: 9781310969232
    Português
    2.4
    4 avaliações
    Leram5Lendo1Querem1Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos0Desejados1Avaliaram4

    Ser adolescente não é fácil. Ser adolescente e pertencer a uma família de demónios, é ainda pior. Sobretudo quando se tem pais que querem (porque querem) à força que Cátia siga as pisadas do pai, do avô, e de todos os outros que vieram antes e assuma o negócio da família. Cátia pode não saber o que quer da vida, mas aos 15 anos sabe que não tem interesse nenhum em aprender como esviscerar um infante para fazer uma canja ou remover uma pele de um humano vivo para passá-la a ferro. Isso são ofícios do passado. Mas a mãe insiste...

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    Resenhas (3)Ver mais
    Jonathan Romario Roman picture
    Jonathan Romario Roman22/09/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Com cuidado

    Ser adolescente não é fácil, ainda mais se não for humano. Há muitas coisas para aprender e passar a ferro é uma arte que deve ser dedicada atenção e esforço.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    2.4 / 4
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas0%
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    • 2 estrelas25%
    • 1 estrelas25%
    João Dias Martins profile picture

    João Dias Martins

    Nunca fui uma criança que sonhasse em ser algo quando fosse grande. Por um lado, porque não sabia mesmo o que queria ser; por outro, porque raras vezes tive tempo de ser uma criança. O ambiente familiar disfuncional e a morte prematura dos meus pais obrigaram-me a ser um adulto, quando ainda mal era um adolescente. Este início de vida duro moldou-me e, assim creio, foi o responsável pela minha aproximação ao universo da ficção. Precisava de fugir da realidade e foi nos livros que encontrei o abrigo de que tanto necessitava. Não o pensei de forma consciente, porém estou certo de que pensamentos semelhantes a estes polvilharam o meu cérebro quando decidi cortar com as minhas raízes e partir à aventura para Lisboa. O primeiro contacto foi quase um choque. Não só era uma cidade estranha, era também uma cidade única. E continua ser. Gosto muito do sítio onde nasci, mas sou incapaz de voltar. Demasiadas más memórias. Em Lisboa pude recomeçar. E fi-lo, mergulhando de novo na ficção; desta feita, não somente como leitor, mas como autor. Ao fim de quase um ano de trabalho, consegui escrever o meu primeiro romance: Morte Inesperada, uma história tensa e violenta, com bastante acção. Publiquei-a em edição de autor e tive a sorte de um dos exemplares chegar às mãos de alguém das Edições Espiráleo que propôs republicar o livro sob a sua chancela. A parceria correu bem e um ano depois publiquei o meu segundo romance: Câmara dos Horrores. Nesta obra, decidi manter a componente de suspense presente no livro anterior, mas resolvi também explorar o campo do terror e do fantástico. O público gostou e no ano seguinte publiquei o meu terceiro trabalho: O Derradeiro Mal. Ao contrário do livro anterior, que assentava muito nas (im)possibilidades do fantástico, este foi um trabalho com os pés mais assentes na terra; por ventura, um dos trabalhos mais pessoais que escreve até à data. Um Cappuccino Vermelho, publicado em finais de 2002, é o meu último romance até à data. Por razões de ordem pessoal estive afastado da escrita por muito tempo. Cheguei a pensar que seria um afastamento temporário, mas nesse entretanto passou uma década. Pois bem, é tempo de recuperar o tempo perdido e projectos não faltam. Esperem para ler.

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    João Dias Martins