O Beijo da História - Picasso como emblema da contemporaneidade

    Carlos E. Uchôa Fagundes Jr.

    Editora 34
    1996
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-10: 8573260335
    Português Brasileiro

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    Wagner Paulin11/09/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Picasso morreu em Guernica...

    (...) A análise de Berger tenta mostrar a aderência ou não, nas várias fases de Picasso, a um projeto social, a uma identidade de classe, a uma visão global consciente. Básica para ele é a idéia de exílio. Picasso é um homem vindo da classe média parasitária do Estado de uma Espanha feudal: é um homem primitivo, pré-capitalista, e por extensão instintivo, sexual. O artista vai à França porque lá é o lugar onde poderá desenvolver-se profissionalmente. Lá, com exceção do período cubista, não consegue criar um grupo de aspirações comuns, o que teria reflexos na sua politização e na escolha de um grupo social pelo qual lutar. Acaba tendo fortes ligações com a burguesia (...) pg141 (...) O resultado disso é que sua obra acaba por carecer de temas que, catalisados por um projeto popular, ganhem coesão e consistência (...) pg141 in: Fagundes Jr. Carlos E. Uchôa. O Beijo da História - Picasso como emblema da contemporaneidade. São Paulo: 34, 1996.

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