Picasso morreu em Guernica...
(...) A análise de Berger tenta mostrar a aderência ou não, nas várias fases de Picasso, a um projeto social, a uma identidade de classe, a uma visão global consciente. Básica para ele é a idéia de exílio. Picasso é um homem vindo da classe média parasitária do Estado de uma Espanha feudal: é um homem primitivo, pré-capitalista, e por extensão instintivo, sexual. O artista vai à França porque lá é o lugar onde poderá desenvolver-se profissionalmente. Lá, com exceção do período cubista, não consegue criar um grupo de aspirações comuns, o que teria reflexos na sua politização e na escolha de um grupo social pelo qual lutar. Acaba tendo fortes ligações com a burguesia (...) pg141 (...) O resultado disso é que sua obra acaba por carecer de temas que, catalisados por um projeto popular, ganhem coesão e consistência (...) pg141 in: Fagundes Jr. Carlos E. Uchôa. O Beijo da História - Picasso como emblema da contemporaneidade. São Paulo: 34, 1996.


