Esse negócio de que o Tarô de Thoth ?não foi feito para jogar? é balela. Mas certamente divinação é apenas um aspecto desse tarô.
No primeiro terço do livro o autor dá um panorama sobre alguns assuntos importantes da tradição ocidental que são necessários para a compreensão desse baralho. Não adianta ler as cartas sem isso. Você não vai entender e ainda vai subutilizar as lâminas.
Duquette ainda realiza uma boa introdução a thelema (sistema mágico-filosófico sistematizado por Aleister Crowley), pois este tarô transpira esse assunto por todos os cantos, portanto necessário.
O texto é um deleite. Duquette é muito didático em seus ensinamentos e faz isso de uma forma bastante lúdica.
Uma coisa que se vai notar com muita frequência é que no texto é muito explicado o simbolismo, as correlações, o por que de ser feito daquela maneira, mas há pouca informação divinatória. É por essa razão que não aconselho esse livro e o Tarô de Thoth para quem está lendo o primeiro livro sobre tarô. Aprenda o básico do Rider Waite e depois venha para esse baralho. Você só tem a ganhar, entretanto todo mundo é livre para iniciar por onde achar melhor.
Resumindo: o livro é muito didático e fala com muita propriedade sobre o assunto. Leiam!
Assuntos importantes para se estudar em paralelo a esse tarô: cabala, astrologia tradicional, um pouco de alquimia e thelema. Não precisa ser doutor em todos eles, basta ler um ou dois bons livros de cada assunto e já era: o Thoth fica muito mais palatável.
Em tempo, queria indicar também a trilogia do Markus Katz sobre esse tarô, o livro O Tratado das Esferas de Helena Avelar, o Cabala Mística da Dion Fortune e o Thelema do Frater Kaliman (disponível em Clube dos Autores).