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    OS PARAÍSOS ARTIFICIAIS (Coleção Livro B #10) - Les paradis artificiels

    Charles Baudelaire

    [Lisboa] Editorial Estampa
    2010
    215 páginas
    7h 10m
    ISBN-13: 9789723326161
    Português
    3.8
    375 avaliações
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    Os Paraísos Artificiais de Baudelaire na tradução de José Saramago. "Les paradis artificiels", no original, é um livro do poeta francês Charles Baudelaire publicado em 1860. Escrito em forma de artigo, o texto analisa o efeitos de três substâncias psicotrópicas, muito populares à época, quais sejam: o haxixe, o ópio e o vinho. Ao discorrer sobre o haxixe, o autor se baseia em suas próprias experiências, vivenciadas no ”Club des Hachichins“, círculo de artistas e intelectuais que se reunia no Hotel Pimodan, onde residia Charles Baudelaire. As sensações de alargamento dos sentidos provocadas por tais expedientes são descritas com a linguagem precisa e poética própria do autor. Os efeitos do ópio, por sua vez, são apresentados tendo como plano de fundo os escritos de Thomas De Quincey, “Confissões de um Comedor de Ópio”. Os efeitos iniciais e os efeitos crônicos do uso do ópio são expostos de forma a ilustrar tanto as abstrações surreais advindas de tal higiene, quanto os reveses que se deflagram no organismo dos adictos. Por fim, o poeta faz uma ode ao vinho, descrevendo os agradáveis efeitos advindos de seu consumo moderado. O livro inspirou o filme de drama brasileiro de mesmo nome, Paraísos Artificiais, de 2012, do diretor Marcos Prado. [Wikipédia]. [Sobre o Autor] Charles-Pierre Baudelaire foi um poeta e teórico da arte francesa. É considerado um dos precursores do Simbolismo e reconhecido internacionalmente como o fundador da tradição moderna em poesia, juntamente com Walt Whitman, embora tenha se relacionado com diversas escolas artísticas. Sua obra teórica também influenciou profundamente as artes plásticas do século XIX. Nasceu em Paris a 9 de abril de 1821. Estudou no Colégio Real de Lyon e Lycée Louis-le-Grand (de onde foi expulso por não querer mostrar um bilhete que lhe foi passado por um colega). Em 1840 foi enviado pelo padrasto, preocupado com sua vida desregrada, à Índia, mas nunca chegou ao destino. Pára na ilha da Reunião e retorna a Paris. Atingindo a maioridade, ganha posse da herança do pai. Por dois anos vive entre drogas e álcool na companhia de Jeanne Duval. Em 1844 sua mãe entra na justiça, acusando-o de pródigo, e então sua fortuna torna-se controlada por um notário. Em 1857 é lançado As flores do mal contendo 100 poemas. O autor do livro é acusado, no mesmo ano, pela justiça, de ultrajar a moral pública. Os exemplares são apreendidos, pagando de multa o escritor 300 francos e a editora 100 francos. Essa censura se deveu a apenas seis poemas do livro. Baudelaire aceita a sentença e escreve seis novos poemas, "mais belos que os suprimidos", segundo ele. Mesmo depois disso, Baudelaire tenta ingressar na Academia Francesa. Há divergência, entre os estudiosos, sobre a principal razão pela qual Baudelaire tentou isso. Uns dizem que foi para se reabilitar aos olhos da mãe (que dessa forma lhe daria mais dinheiro), e outros dizem que ele queria se reabilitar com o público em geral, que via suas obras com maus olhos em função das duras críticas que ele recebia da burguesia. Morreu prematuramente sem sequer conhecer a fama, em 1867, em Paris, e seu corpo está sepultado no Cemitério do Montparnasse, em Paris.

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    Resenhas (11)Ver mais
    Marcio Vinicius Scheibler picture
    Marcio Vinicius Scheibler11/06/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Adquiri esse livro para conhecer o autor Charles Baudelaire, que eu já tinha lido sobre sua carreira algumas vezes. PARAÍSOS ARTIFICIAIS trata da descrição dos efeitos do ópio, do haxixe e do vinho no organismo humano. O texto tem um acento filosófico e, por que não dizer, poético. É uma leitura totalmente diferente, pois foge do padrão de romances, aventuras e outros tantos gêneros que circulam por aí. Pra quem curte histórias agitadas vai achar esse livro muito monótono, pois não há diálogos. O relato de alucinações após o consumo das substâncias citadas no parágrafo anterior tem um pontos de comicidade, mas, no geral, descreve o lado filosófico das experiências. Mas o que mais achei de interessante no livro foi uma citação do filósofo Barbereau no final: “Não compreendo por que o homem racional e espiritual serve-se de meios artificiais para alcançar o êxtase poético, pois o entusiasmo e a vontade bastam para elevá-lo a uma existência supranatural. Os grandes poetas, os filósofos, os profetas são seres que, pelo puro e livre exercício da vontade, alcançam um estado onde são, ao mesmo tempo, causa e efeito, sujeito e objeto, magnetizador e sonâmbulo”

    10 curtidas

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