Vathek (Coleção Livro B #34) - An Arabian Tale

    William Beckford

    [Lisboa] Editorial Estampa
    1978
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9789723302271
    Português

    Vathek, o califa maldito / William Beckford, 1760-1844; trad. Manuel João Gomes. Lisboa : Estampa, 1978. Vathek, an Arabian Tale or The History of the Caliph Vathek) is a Gothic novel written by William Beckford. It was composed in French beginning in 1782, and then translated into English by Reverend Samuel Henley in which form it was first published in 1786 without Beckford's name as "An Arabian Tale, From an Unpublished Manuscript", claiming to be translated directly from Arabic. The first French edition, titled simply as Vathek, was published in December 1786 (postdated 1787). In the twentieth century some editions include The Episodes of Vathek (Vathek et ses épisodes), three related tales intended by Beckford to be so incorporated, but omitted from the original edition and published separately long after his death. Vathek capitalised on the 18th (and early 19th) century obsession with all things Oriental (see Orientalism), which was inspired by Antoine Galland's translation of The Arabian Nights (itself retranslated, into English, in 1708). Beckford was also influenced by similar works from the French writer Voltaire. His originality lay in combining the popular Oriental elements with the Gothic stylings of Horace Walpole's The Castle of Otranto (1764). The result stands alongside Walpole's novel and Mary Shelley's Frankenstein (1818) in the first rank of early Gothic fiction.

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    Luciana Darce17/01/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Outro livro ridiculamente fino, perfeito para salas de espera. Há qualquer coisa de muito familiar nesse conto, na estrutura da narrativa, algo que remete diretamente às histórias de Sherazade nas Mil e Uma Noites. Não se trata de uma coincidência - Vathek foi escrito numa época em que o Ocidente em tudo se maravilhava com o exotismo do Oriente. Curiosamente, eu o achei um livro mais sobre essa visão ocidental que sobre o Oriente mesmo. É um livrinho curioso, cheio de espaços abertos, de paisagens magníficas – a torre do califa, o despenhadeiro, as cavernas dos anões, a visão infernal ao final. Mas, talvez exatamente pela forçosa comparação com As Mil e Uma Noites, deixa algo a desejar. Há muito mais encanto e graça na forma como Sherazade tece suas fábulas. Vathek, contudo, deseja impressionar com cenários e ações grandiosas... e acaba pecando pelo excesso. Fausto, que tem a mesma fundamentação de Vathek - um homem que, seduzido pelo conhecimento, acaba por abrir mão da própria alma – é bem mais interessante, na medida em que o bom doutor tem consciência da escolha que fez, enquanto o califa parece ensandecido, completamente alheio àquilo que não faz parte de sua obsessão. Fausto é suficientemente humano para que você se identifique e seja capaz de sentir compaixão por ele, ao contrário do califa, que só parece humano quando está prestes a perder sua humanidade. Enfim, livrinho curioso, que encontrei por indicação do Jorge Luís Borges, que escreveu um ensaio sobre o Inferno de William Beckford em comparação ao de Dante. Recomendado para salas de espera de dentista – o barulhinho da broca ganhará todo um novo significado! (resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)

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