Com base em minuciosa pesquisa documental, a historiadora Glória Porto Kok enfoca a escravidão de indígenas e negros na América portuguesa.
A Escravidão no Brasil Colonial (Que história é está?) -
Glória Porto Kok
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Ver maisDo ponto de vista de uma leiga no assunto, achei um ótimo apanhado dos principais fatos sobre a escravidão no Brasil Colônia introduzido em uma leitura rápida e fluida. É um livro que adorei ler para relembrar mais sobre esse período histórico após alguns anos desde que formei na escola, e inclusive aprender fatos novos aos quais nunca antes tinha sido apresentada. Dentre os pontos que mais gostei de (re)aprender com o livro estão: a postura ambígua da Coroa Portuguesa quanto à escravidão indígena, ora acatando interesses dos jesuítas e ora olhando para os pedidos dos colonos; o detalhamento de como era e todas as fases que compunham o trabalho feito pelos escravos nos ciclos do açúcar, ouro e café e sua contribuição imensa para a construção do Brasil, tendo os negros escravos até mesmo desviado cursos d'água e construído represas na era do ouro; e principalmente a história de resistência do Quilombo de Palmares, o qual chegou a ser habitado por aproximadamente 20 mil negros e resistiu aos ataques portugueses por 60 anos. Interessante ler também sobre os negros e negras "de ganho", que eram escravos urbanos que alugavam todo tipo de serviço braçal, serviços os quais ainda vemos serem realizados, em maioria, pela população negra até os dias hoje, escancarando as sequelas vivas da escravidão ainda no século XXI. É uma leitura que aconselho a quem já saiu da escola e precisa relembrar esta parte sombria da nossa história, e, principalmente no momento presente, no qual vemos ataques diários aos direitos dos índios e quilombolas por parte dos representantes do Estados. A proposta é fazer um breve resumo, ou, talvez, uma introdução geral ao tema, sendo um livro bem pequeno, mas que inclui ao final sugestões de leitura e documentários para aprofundamento e é recheado de imagens históricas. Fiquei com vontade de ler um segundo volume, no mesmo formato, sobre a escravidão no Brasil Império e o processo de abolição. Como ponto negativo, achei perdido o último capítulo que pretende falar sobre as marcas da escravidão, mas passa muito superficialmente sobre o tema e infelizmente deixa uma conclusão jogada. [Livro lido entre 17 e 18 de abril de 2019].
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