Nesta obra, Paulo Rona objetiva mostrar que o significante, tal como o emprega Lacan, a partir de Saussure, apresenta uma estrutura que poderia ser adequadamente modelada pela teoria dos conjuntos. Utiliza o recurso à axiomática mais comum dessa teoria, aventurando-se em algumas conjecturas, sugerindo que alguns conceitos psicanalíticos, e também que algumas práticas poderiam ser revisitados a partir dessa perspectiva teórica. Aponta que essa teoria, em sua construção, enfrentou alguns problemas, paradoxos que a comprometiam, e que algumas opções teóricas foram feitas por seus fundadores a fim de evitá-los. 'Suturas', de acordo com Miller, que, necessárias à consistência teórica, excluiriam aspectos que poderiam ser considerados essenciais para a psicanálise. O autor chega, por fim, a um teorema da matemática, que postula a existência de conjuntos ditos genéricos, conjuntos indiscerníveis, que não fazendo parte da constituição do saber, tal como esse se forma habitualmente, pelo discernimento e classificação, não deixa de remeter, em sua construção sempre incompleta, ao inconsciente freudiano, ou ainda, no percurso que ela toma, à da formação do sintoma, ou à fala na livre associação.
O significante, o conjunto e o número - A topologia na psicanálise de Jacques Lacan
Paulo Marcos Rona
Annablume
2012
366 páginas
12h 12m
ISBN-13: 9788539104345
Português Brasileiro
Edições (1)
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