Atualidade de Walter Benjamin e Theodor W. Adorno

    Marcio Seligmann-Silva

    Civilização Brasileira
    2010
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788520009215
    Português Brasileiro

    A atualidade de Walter Benjamin e Theodor Adorno. de Márcio Seligmann-Silva. promove uma rica interlocução entre estes autores da renomada Escola de Frankfurt. Ambos foram fundamentais para o desenvolvimento da reflexão filosófica e cultural do século passado e hoje os pensamentos e conceitos forjados por estes autores de primeira grandeza ainda suscitam reflexões. O livro faz parte da Coleção Contemporânea. organizada por Evando Nascimento. O conceito de atualidade na obra de Benjamin e Adorno possui peculiaridades. Para ambos o termo tem a ver com a capacidade de uma ideia ir ao encontro de seu presente e com isso possibilitar uma mudança. Theodor Adorno inclusive é autor de um ensaio chamado "A atualidade da filosofia". Este ponto de vista dos autores é abordado. assim como suas principais teorias. que seguramente ainda carregam em si o poder transformador dos grandes pensamentos. Seligmann traz à tona dados biográficos de Walter Benjamin. que contém certa amargura. como o suicídio do filósofo em algum lugar entre a Espanha e França motivado por acontecimentos da Segunda Guerra Mundial. Os conceitos mais conhecidos da teoria benjaminiana e outros fatos relativos ao autor são destrinchados: "imagens do pensamento". seu judaísmo sui generis. a questão da melancolia. a teoria da linguagem. a relação com o romantismo. a crítica da violência. o valor de aura na obra de arte e o conceito de experiência são alguns deles. As conexões entre literatura e filosofia são muito fortes em sua obra. A desobrigação de Adorno em escrever uma história monumental permeia toda a análise de Seligmann.

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    Nathale Rebello23/05/2026Resenhou um livro
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    “Benjamin escreveu em seu último texto, “Sobre o conceito da história”, que ‘nunca existiu um documento da cultura que não fosse ao mesmo tempo um [documento] da barbarie’. (…) Com Benjamin, aprendemos que a cultura é a partir de meados do século XX, toda ela como que transformada em um documento e, mais ainda, ela passa a ser lida como testemunho da barbarie.” “Na Teoria estética, ele (Adorno) deixa clara a ressalva de que após Auschwitz a arte não pode mais pretender ser inocentemente alegre. Para ele, “o conceito de deleite artístico enquanto constitutivo deve ser eliminado”.

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