Democracia: o Deus que Falhou -

    Hans-Hermann Hoppe

    Instituto Ludwig Von Mises Brasil
    2014
    372 páginas
    12h 24m
    ISBN-13: 9788581190792
    Português Brasileiro

    O núcleo deste livro consiste em uma análise sistemática da transformação histórica - da monarquia à democracia - pela qual o Ocidente passou. Revisionista por natureza, este livro chega à conclusão de que a monarquia é um mal menor do que a democracia, mas aponta a existência de problemas em ambos. A sua metodologia é axiomático-dedutiva, permitindo-se, assim a derivação de teoremas econômicos e sociológicos a serem aplicados na interpretação dos eventos históricos. Hoppe descontrói a crença liberal-clássica na possibilidade do governo limitado e conclama por um alinhamento entre o conservadorismo e o libertarianismo, pois os vê como aliados naturais almejando objetivos comuns. Ele defende que a provisão de serviços de defesa seja assumida por companhias de seguro atuando em um mercado livre, e descreve o florescimento da lei privada entre as seguradoras concorrentes. Ao enfatizar as deficiências da monarquia e da democracia, o autor demonstra o quanto esses sistemas são inferiores a uma ordem natural baseada na propriedade privada. Democracia - o Deus que falhou será de grande valia para acadêmicos e estudantes de história, economia política e filosofia polítca.

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    Marcelo matos23/05/2021Resenhou um livro
    0.5 (Muito ruim)

    O livro é tão ruim que é difícil adjetivar

    Cogitei bastante antes de dizer qualquer coisa a mais sobre esse livro, mas, as avaliações na maioria consideram o livro de muito bom para cima( se estivéssemos tratado de uma novela de Dostoiévski ou Machado de Assis ou outra leitura qualquer eu nem teria reparado, mas na minha cabeça não tem um sentido objetivo para considerar esse livro além da categoria dos livros muito ruins), por isso, resolvi deixar uma nota sobre essa leitura que infelizmente é bastante conceituada em determinados círculos de internet. O livro pode ser definido de forma simpática(?) como um fracasso completo enquanto História, enquanto sociologia, enquanto filosofia, enquanto economia. [não poderia ser diferente para o autor que é um verdadeiro fracasso como ser humano] O autor por exemplo defende uma lógica absoluta da propriedade privada onde os proprietários poderiam firmar um contrato concordando em excluir da vizinhança negros, homossexuais, hindus, muçulmanos e achar isso ruim na verdade seria uma agressão ao sacro direito de propriedade privada de fazer o que quiser com sua propriedade, alegando que a sociedade deve ser discriminatória ostensivamente para se proteger do "comportamentos alternativos" que destroem a família e a propriedade, mas, esse grupos desde que não sejam criminosos podem ter os seus territórios a solução do Sr Hoppe é a de que por mais que um grupo não queira manter relações sociais com negros por um exemplo eles poderiam manter relações comerciais a distância (é claro). O que o Sr Hoppe não percebe é que o seu modelo social já se realizou na África do Sul do Apartheid, no Sul dos EUA no momento pré "civil rights act" e na Alemanha e seus territórios anexados durante o governo do NSDAP pois a exclusão dos judeus da ordem jurídica constitucional não impediu que sua força de trabalho fosse explorada nas indústrias alemãs ( lembrem -se de A lista de Schindler) o Sr Hoppe fala a toda momento de cultura e civilização quando o que ele expressa é a mais odiosa barbárie. Alguns aspectos objetivos do livro a tese histórica de Hoppe "as ideias movem a história" fede a mofo, esse é um procedimento da historiografia romântica ( que Hoppe faz de forma burra, pois ele não domina a filosofia idealista alemã de Kant, Schelling, Fichte, e Hegel) Hoppe é incapaz de copiar a historiografia idealista que fez Herder, Hanke, Michelet, Fustel de Coullanges talvez a última grande realização dessa historiografia seja A crise da consciência européia de Paul Hazard livro quase centenário,se já não o for, a algo de bom nesse tipo de historiografia? Sim é óbvio, há historiadores sérios entre os românticos ( O próprio Peter Burke os recomenda para entender o que é história cultural) mas quando se fala de historiador sério Hans Hoppe deve ser "fisicamente removido" como ele mesmo diz sobre os "vagabundos" mesmo que não tenham cometido crimes, a verdade é que a história idealista já no século XIX já era criticada pelos seus óbvios limites (discussão extensa demais) com Marx surge uma leitura materialista da história que muda definitivamente a forma como analisamos a história, posteriormente no século XX temos a Escola dos Analles a questão da nova História e blá blá blá em suma Hoppe sumiu com 150 anos de desenvolvimento da ciência histórica ignorando totalmente tudo que poderia atrapalhar sua narrativa. A sociologia já havia dito que é um bestiário das abominações do pensamento social dos novecentto como o Homo eoconomicus achei que ele consideraria o Crusoé de Dafoe não literatura mas mito fundador, passando pelo Darwinismo social de Malthus e Herbert Spencer,esses dois que apanharam do Marx até dizer chega na Crítica da economia política e nas teorias da Mais Valia. Um adendo que talvez seja importante. Hoje a direita histérica tenta atribuir Malthus a tradição desse Amálgama que se comsidera Esquerda, porém Malthus era conservador alinhado a nobreza inglesa tanto que por diversas vezes teve de polemizar contra a burguesia liberal inglesa, toda a "preocupação" com questões populacionais são na verdade análises para a preservação dos privilégios da Aristocracia Malthus temia o surgimento de uma burguesia revolucionária. A filosofia ética e do Direito de Hoppe na verdade um se confunde com o outro. A justiça tem de ser "descoberta" uma espécie de jusnaturalismo amalucado como um Gremlin o que demonstra que Hoppe não conhece o básico do jusnaturalismo em Aristóteles, Tomás de Aquino, Suarez etc.Sobre a não distinção entre direito e ética em termos da filosofia do direito é um padrão pré kantiano, para um sujeito, como o Dr.Hoppe que adora os chamados argumentos transcendentais A priori que justificam a axiomatica da praxeologia miseana, a ética normativa deontológica que exige o dever moral de humilhar e expulsar os democratas da sociedade para um sujeito desses vê que ele não leu nem a Crítica da Razão Prática e muito menos a Metafísica dos Costumes que no índice se mostra em duas seções uma para A ética outra o Direito. Não sei o quê os outros avaliadores viram

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