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    Mestres do Terror Nº 9 - Mirza em: Perseguição Implacável!

    Flávio Colin, Eugênio Colonnese, Shima

    D-Arte
    1982
    52 páginas
    1h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    2
    1 avaliação
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    Edição Nº 9 da revista Mestres do Terror.

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    R .04/10/2016Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    A edição traz uma HQ de Flávio Colin (O Espelho do Terror) com a personagem introduzida na revista anterior: o professor Diocleciano Montalvão, contador de lendas urbanas. Mais uma do Morto do Pântano (ilustrado por Eugenio Colonnese), dessa vez descendo o lenho contra dois traficantes, coisa que o Morto abomina. E contando com a ajuda de uma amiguinha do pântano (impressionante a ilustração da sucuri devorando um traficante, cena horripilante). Merece uma citação "Ceia Fúnebre!", que me apresentou o ilustrador Shima. Já li e vi algumas referências sobre ele (por conta de seu grafismo visceral, cheio de contrastes em preto e branco). Segundo um documentário que assisti outro dia, teve destaque na revista SpeKtro, considerada a melhor publicação de terror do país. A história não empolga, mas estreou o ilustrador em Mestres do Terror. Ainda acho a arte de Colin mais interessante. Ah! E O Edgar Alan Poe teve um poema publicado: "Annabel Lee", sobre uma mulher bonita que morre jovem e continua se encontrando (de forma meio fantasmagórica) com seu amante. Vi esse poema em outra tradução (de Fernando Pessoa), bem melhor que a versão publicada na revista. Bola fora não privilegiar isso. E a HQ da Mirza está cheia de clichês, a que menos gostei.

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    Flávio Colin profile picture

    Flávio Colin

    Desenhista carioca, criado no sul do país, Flavio Barbosa Mavignier Colin iniciou sua carreira de quadrinhista ainda bem jovem, nos anos 50. De acordo com uma entrevista que deu nos anos 80, sua primeira HQ profissional saiu na revista “Enciclopédia em Quadrinhos”, da RGE, em 1956. Seguiram-se X-9, Águia Negra, Dom Quixote, Cavaleiro Negro e outros. O fato de trabalhar em títulos originariamente estrangeiros, serviu para consolidar seu estilo arrojado e diferente, além de lhe conferir um senso profissional, ainda hoje sem paralelos no mercado de comics tupiniquim. Ficou bem conhecido ao transportar para as páginas impressas, o herói radiofônico O Anjo, além da quadrinização de Os Brutos também Amam. Nos anos 60, marcaria definitivamente sua carreira, ao trabalhar no gibi do grande sucesso da TV brasileira: O Vigilante Rodoviário. Colin também atuou na área publicitária e colaborou para a (hoje) histórica revista O Cruzeiro; além de fazer parte de inúmeras tentativas de se nacionalizar a produção de quadrinhos, no Brasil. Para os estúdios de Maurício de Souza e o grupo Folha, produziu Vizunga, um dos primeiros personagens de quadrinhos realmente com background ecológico. Homem de fortes convicções, Colin sempre rendeu ótimas e esclarecedoras entrevistas... tão boas quanto suas histórias. Entre os anos 70 e 80, produziu ininterruptamente, colaborando para as publicações das editoras Grafipar e D-Arte, entre outras. Prolífico até o fim de sua vida, Colin ficou conhecido pela nova geração de leitores brasileiros, ao estrelar publicações especiais como: O Boi das Aspas de Ouro, Estórias Gerais e Fawcett. Colin faleceu em 13 de agosto de 2002, devido a complicações respiratórias. Tem em artistas como Watson Portela verdadeiros admiradores. “O Colin eu gostava por causa do estilo ímpar. Se existiu um desenhista realmente brasileiro, foi o Colin”, lembrou Watson em uma entrevista.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Flávio Colin