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    Do que é feito o pensamento -

    Steven Pinker

    Companhia das Letras
    2008
    568 páginas
    18h 56m
    ISBN-13: 9788535913026
    Português Brasileiro
    4
    66 avaliações
    Leram107Lendo38Querem585Relendo0Abandonos27Resenhas9
    Favoritos8Desejados585Avaliaram66

    Combinando alguns de seus livros anteriores como O instinto da linguagem (1994) e Como a mente funciona (1998), Steven Pinker encontra na linguagem uma janela para uma possível explicação da natureza humana. O autor, tido pela revista Time em 2004 como uma das cem pessoas mais influentes do mundo, parte de verbos, pronomes e substantivos para - com a munição de exemplos e citações curiosas e surpreendentes, que vão de Shakespeare e Brecht a Paul McCartney e Groucho Marx - chegar à explicação de que matéria é feito o pensamento. Com elegância e bom humor, Pinker seleciona situações as mais corriqueiras para exemplificar seus reveladores pontos de vista. O momento em que o motorista é parado na estrada por estar em alta velocidade é uma delas. Pinker mostra que a construção do discurso para tentar subornar o guarda pode ser bastante reveladora da forma como construímos nossos pensamentos, assim como da maneira como colocamos nossas emoções em jogo. O mesmo vale para a sedução: como explicitar suas intenções sem melindrar sua (seu) acompanhante? Entrando com segurança na longa discussão científica sobre o que é ou não inato às nossas mentes, ou o que vem com o nascimento e o que é adquirido culturalmente, Pinker argumenta que temos, ao abrir os olhos pela primeira vez, um esqueleto básico de noções envolvendo espaço, tempo e causalidade, ao qual vão se adicionando os tijolos do aprendizado contínuo. Nesse sentido, são valiosos os trechos em que discorre sobre o aprendizado das palavras pelas crianças. Pinker, que vê na metáfora nosso momento criativo, também utiliza exemplos dos noticiários com habilidade. O caso do presidente Clinton com a estagiária Monica Lewinsky é analisado à luz das nuances semânticas da linguagem. Assim como a batalha judicial sobre o seguro a ser pago pelas torres do 11 de Setembro, que também girou em torno de uma questão semântica crucial. Em momentos como esses, Pinker demonstra - como já o fez brilhantemente em Como a mente funciona - que a ciência pode ser mais simples e presente do que imaginamos.

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    Aline Malanovicz02/03/2011Resenhou um livro
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    Do que é feito o pensamento - Steven Pinker

    Sou fã do estilo do Steven Pinker, então minha opinião pode não ser totalmente imparcial. Adorei a leitura desta obra! O assunto é encantador, e mesmo com a 'densidade' do tema, o estilo é ótimo: claro, simples, acessível, eu diria 'simplificador', além de estar repleto de exemplos para todas as afirmações generalistas que faz. O professor Pinker apresenta "o que podemos aprender sobre a natureza humana a partir dos significados das palavras e das construções gramaticais, e de como eles são usados". Descreve e detalha com muitos exemplos os diferentes usos de expressões, destacando a dinâmica, as intenções e os significados do uso de Metáforas, do (não) uso de palavras Tabu, e de expressões de Hipocrisia nas relações sociais. Apresenta estas últimas como um processo 'normal' para o convívio social com minimização de conflitos ("ao manter as aparências"). Coerentemente, livre da hipocrisia, defende a Teoria da Semântica Conceitual assumindo e justificando suas opções teóricas ("Como todos os pontos de vista, destaco algumas coisas e deixa outras à sombra"). Derruba falácias de argumentação de teorias concorrentes sem ser maçante. Por exemplo, entre o Inatismo e o Culturalismo, fica com a ideia (encorajada por muitos experimentos) de que as noções inatas são apenas aquelas de espaço, tempo, causação, acontecimentos, estados, coisas, substâncias, lugares e objetivos, e as determinações dos modos básicos como essas unidades agem: fazer, ir, mudar, ser, ter. Supondo que os seres humanos detêm esse arcabouço conceitual, detalha o processo de elaboração de novos conceitos, com a criação, formação, combinação e polissemia de palavras em língua inglesa (apoiando-se em muitos - muitos! - exemplos bem interessantes!). Diz ele que, ao definir novos termos para coisas e situações da sua existência, "os seres humanos pegam seus conceitos de espaço, tempo, causalidade e substância, eliminam o peso do conteúdo físico para o qual eles foram criados e aplicam a estrutura residual a questões mais leves. (...) As pessoas utilizam as metáforas não apenas para falar, mas também para raciocinar. (...) O aparato combinatório da gramática é um reflexo do aparato combinatório do pensamento, cada expressão expressando uma ideia complexa. (...) Com o uso da metáfora e da combinação, somos capazes de ter ideias novas e encontrar novas maneiras de administrar o que nos envolve." A leitura prende e encanta ao esclarecer os significados de um mundo de processos que vivenciamos no dia-a-dia.

    11 curtidas

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    • 5 estrelas41%
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    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas2%
    Steven Arthur Pinker profile picture

    Steven Arthur Pinker

    Steven Pinker é um psicólogo e linguista canadense da Universidade de Harvard e escritor de livros de divulgação científica. Durante 21 anos foi professor no Departamento do Cérebro e Ciências Cognitivas do Massachusetts Institute of Technology antes de regressar a Harvard em 2003. Pinker completou o bacharelado em Psicologia na Universidade McGill, em 1976, e doutorado em Psicologia Experimental na Universidade de Harvard, em 1979. Pinker escreve sobre a linguagem e as ciências cognitivas em vários níveis, desde artigos especializados até publicações de divulgação científica. Ele é mais bem conhecido pela sua pesquisa da aquisição da fala e pelo seu trabalho sobre as noções de desenvolvimento inato da linguagem avançadas por Noam Chomsky. No entanto, diferente de Chomsky, Pinker considera a linguagem como uma adaptação evolutiva.

    13 Livros
    106 Seguidores

    Steven Arthur Pinker