O enredo passa dentro de um núcleo familiar um pouco conturbado - talvez sem limites desde sempre -, onde os quatro filhos ficaram órfãs e entregues a própria sorte pela sobrevivência dentro de casa. Movidos pelo luto dos pais, imaturidade, medos e responsabilidades prematuras, acompanhamos a relação dos quatro irmãos e a descoberta pessoal de cada um sobre a vida sem os limites e educação adequados para o desenvolvimento moral da sociedade na qual vivemos.
A arte tem o poder de ultrapassar o objetivo inicial do seu autor, com isso, pode caber a cada leitor ter uma experiência com os temas jogados na trama (livro é curto, por isso sem muita tela para desenvolver os temas), levando-o a projetar o imaginário para situações um pouco fora da normalidade. O tema de crianças órfãs mexe muito comigo, por exemplo.
O livro é breve, apesar de ter capítulos longos, mas a história é bastante fluída a partir do momento no qual você compra a ideia do autor e quer saber o desleixo. Foi meu primeiro contato com esse escritor britânico, onde muitos apostam em sua permanência longínqua na literatura mundial. Espero ler outros livros dele no futuro.