Conto de Natal

    Charles Dickens

    L&PM
    2003
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788525421333
    Português Brasileiro

    Em meio ao frio e à neve da cidade de Londres, à véspera do Natal, todos preparam-se para a celebração do nascimento de Cristo. As donas de casa ocupam-se alegremente com seus assados, os homens, ansiosos, não vêem a hora de voltar para casa, e as crianças perdem o sono pensando nos presentes. Apenas uma pessoa não parece feliz com o Natal: o velho Scrooge, homem de negócios sovina, ranzinza e solitário. Ele não vê razão para tanta alegria e inquieta-se, apenas, com a folga que terá de dar a seu secretário. Mas ele recebe a visita fantasmagórica de Marley, seu falecido sócio, que se arrepende de ter passado a vida atrás do dinheiro. Ele leva Scrooge em uma viagem inesquecível para tentar salvá-lo enquanto é tempo. Publicada originalmente em 1843, a história da redenção do velho Scrooge é sem dúvida o mais célebre conto de Natal e já foi adaptada para história em quadrinhos, filme, peça teatral, etc., comovendo adultos e crianças de todas as épocas.

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    Stella Franco16/12/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ainda dá tempo de mudar!

    Livro delicioso de ler! Muito interessante os três espíritos de Natal, mostrando ao Scrooge o que ele era na infância, o que se tornou e o que viria a se tornar se não mudasse seu comportamento, sua maneira de ser. Fica tão aterrado com o que vê que ao longo das suas viagens com os fantasmas, transforma-se completamente. Nada está perdido, ainda dá tempo de refletir e mudar pelo menos um pouco. É o espírito do Natal: esperança de transformações e esperança em um mundo melhor! Detestava o Natal e todas as formas de confraternização, achava perda de tempo, um gasto de dinheiro desnecessário. Não acreditava em caridade, em amizade, em amor, e descontava todo o seu mau humor nos empregados e qualquer pessoa que sorrisse ou fosse feliz. Logo no início vemos que o seu sócio, único amigo de toda uma vida, morreu, e sua rabugice aumentou. Quando passeia com os fantasmas pelo seu passado, vemos que nem sempre foi assim, e quando passeia pelo futuro, vemos o quanto fica preocupado em não se enxergar nos ambientes que o fantasma o leva. Fica apavorado, e vê as pessoas zombando dele, vê seu sobrinho sempre feliz apesar de toda adversidade, e durante esses passeios vai se tornando outra pessoa, uma pessoa melhor, uma pessoa que só estava enterrada no seu âmago mas que existia ali, senão não teria vindo à tona, e se sensibilizado e mudando da água para o vinho. "Há certas pessoas neste mundo que dizem que nos conhecem e cometem atos de paixão, orgulho, maldade, ódio, inveja, hipocrisia e egoísmo em nosso nome; mas elas estão tão longe de nós, que é como se nunca houvessem existido". "Graças a alguma lei justa e compensatória desta vida, se por um lado a doença e a tristeza são contagiosas, por outro, também não pode haver nada mais irresistivelmente contagioso do que o bom humor e uma gostosa gargalhada".

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