Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas11
    • Leitores460
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Clarice Fotobiografia -

    Clarice Lispector

    Edusp
    2015
    672 páginas
    22h 24m
    ISBN-13: 9788531415159
    Português Brasileiro
    4.8
    138 avaliações
    Leram202Lendo18Querem240Relendo0Abandonos0Resenhas11
    Favoritos13Desejados240Avaliaram138

    SINOPSE Esta fotobiografia é um projeto antigo que vem sendo desenvolvido pela autora ao longo de vários anos, desde que começou a recolher o material para sua tese de livre-docência, posteriormente publicado no livro Clarice, Uma Vida que se Conta. Nádia Gotlib reuniu imagens de Clarice pesquisando em arquivos diversos, conheceu os lugares onde Clarice morou – Ucrânia, Itália, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos, Maceió, Recife, Rio de Janeiro – consultando diversos arquivos em bibliotecas, hemerotecas e museus, pesquisando também os documentos de época que possibilitaram a necessária contextualização. As fotos estão distribuídas em seqüência cronológica e em função dos espaços habitados ou percorridos pela escritora, acompanhadas de dados concisos que compõem as legendas, complementados pelos comentários da última seção do volume.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (11)Ver mais
    Amanda Souza picture
    Amanda Souza01/12/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha de Clarice Fotobiografia

    "De Clarice guardamos gestos. Gestos, tentativas de Clarice sair de Clarice para ser igual a nós todos em cortesia, cuidados materiais. Clarice não saiu, mesmo sorrindo [...] Não podíamos reter Clarice em nosso chão salpicado de compromissos. Os papéis, os cumprimentos falavam em agora, em edições, possíveis coquetéis à beira do abismo. Levitando acima do abismo Clarice restava um sulco rubro no ar, fascinava-nos. Fascinava-nos, apenas. Deixamos para compreendê-la mais tarde. Mais tarde, um dia... saberemos amar Clarice." Decidi começar a resenha por esse lindo poema de Carlos Drummond de Andrade sobre Clarice (Visão de Clarice). Comecei por ele porque o seu fim tem muito a ver com meu sentimento por Clarice, entendi Clarice tarde demais. Que bom por isso! De fato, há um tempo certo para todas as coisas, não é mesmo? Livro grandioso da professora e pesquisadora Nádia Battella Gotlib em que a autora reúne as principais fotografias da vida de Clarice: dos seus antepassados até os momentos depois de sua morte. Uma foto marchando num prostesto contra a ditadura de 1964 ao lado de Milton Nascimento, outra foto jogando conversa fora numa tarde com os amigos Mafalda e Érico Veríssimo, um belo clique ao lado da sensacional Carolina Maria de Jesus a presenteando com Quarto de Despejo durante o lançamento de A Maçã no Escuro, e as belas fotografias de seu sempre presente cão Ulisses, uma fofura sem igual. Fatos curiosos sobre Clarice abordados aqui: a) Por conta de um incêndio em sua casa graças a um cigarro mal apagado, teve parte de seu braço e perna (direitos, se não me engano) queimados e bastante feridos. Não só o dano físico como também psicológico da situação fez com que Clarice encarasse uma depressão profunda; b) Clarice foi demitida do Jornal do Brasil sem aviso prévio e mostrou grande insatisfação com o ocorrido. Numa carta de 1974, escreve a seu amigo Murilo Rubião que pelo menos tem a vantagem de temporariamente deixar de escrever "as malditas crônicas" que as prendiam e as tiravam a liberdade; c) Considera "O Lobo da Estepe" de Hermann Hesse um dos grandes responsáveis pelo seu despertar literário junto com As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato, seu primeiro livro lido na vida. Ela também escreve livros infantis, o primeiro a pedido de seu filho mais velho, Paulo. Quando adulta, em sua biblioteca pessoal podiam ser achado muitos livros de Virginia Woolf; d) Clarice se mostrava bem contrariada com quem não a considerava brasileira, pois dizia que era "russa" apenas de nascimento, já que não sabia falar palavra alguma desse idioma. Torcia pelo Botafogo, fato que descobri ontem, dia 30/11, dia que o clube conquistou o título inédito da Libertadores. Bem organizado e com uma cronologia mais enxuta no final para quem preferir, Nádia colabora com amigos e familiares de Clarice para criar esta obra. Clarice Lispector deixou um legado imensurável, e como ela mesma disse em Água Viva: "Tudo passa mas o que te escrevo continua."

    13 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.8 / 138
    • 5 estrelas79%
    • 4 estrelas17%
    • 3 estrelas3%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
    Clarice Lispector profile picture

    Clarice Lispector

    Clarice Lispector, nascida Haia Lispector (Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977) foi uma escritora brasileira, nascida na Ucrânia. Autora de linha introspectiva, buscava exprimir, através de seus textos, as agruras e antinomias do ser. Suas obras caracterizam-se pela exacerbação do momento interior e intensa ruptura com o enredo factual, a ponto de a própria subjetividade entrar em crise. De origem judaica, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. A família de Clarice sofreu a perseguição aos judeus, durante a Guerra Civil Russa de 1918-1921. Seu nascimento ocorreu em Chechelnyk, enquanto percorriam várias aldeias da Ucrânia, antes da viagem de emigração ao continente americano. Chegou no Brasil quando tinha dois anos de idade. A família chegou a Maceió em março de 1922, sendo recebida por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e primo José Rabin. Por iniciativa de seu pai, à exceção de Tania – irmã, todos mudaram de nome: o pai passou a se chamar Pedro; Mania, Marieta; Leia – irmã, Elisa; e Haia, Clarice. Pedro passou a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante. Clarice Lispector começou a escrever logo que aprendeu a ler, na cidade do Recife, onde passou parte da infância. Falava vários idiomas, entre eles o francês e inglês. Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno, o iídiche. Foi hospitalizada pouco tempo depois da publicação do romance A Hora da Estrela com câncer inoperável no ovário, diagnóstico desconhecido por ela. Faleceu no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário. Foi inumada no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro.

    135 Livros
    7.101 Seguidores
    Vinnytsia, Ucrânia

    Clarice Lispector