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    A Ilustre Casa de Ramires -

    Eça de Queiroz

    Editora Argus
    2005
    370 páginas
    12h 20m
    ISBN-10: 8599508040
    Português Brasileiro
    4
    3 avaliações
    Leram6Lendo1Querem12Relendo0Abandonos0Resenhas1
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    Escrito em estilo apurado, com perfeita técnica narrativa, A Ilustre Casa de Ramires retrata dois aspectos da realidade portuguesa: um Portugal do século XIX, de feições modernas, paralelamente a um Portugal do século XII, com a Idade Média lapidando um povo heroico. Ambas as épocas são vividas na aldeia de Santa Irinéia e analisadas a partir da torre dos Ramires, nobre mansão medieval que serve de ligação entre esses dois tempos.

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    Elianne Franchella22/11/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Cansou um pouco

    Adoro Eça de Queiroz, mas algumas passagens do livro, principalmente quando o personagem detalha a obra que está escrevendo sobre seus antepassados são um pouco cansativas. Mas as aventuras e as lutas internas desse mesmo personagem compensam a leitura

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    4 / 3
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    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz