Das memórias de meu primeiro dia no alojamento da faculdade, as mais nítidas são um número (140A, número do apartamento), um cheiro (de ferrugem, vindo do encanamento do banheiro compartilhado) e um filme.
Nesse mesmo dia, esbarrei com um amigo com quem jogava futebol esporadicamente desde meus 12 anos, e fomos pro cinema junto com outros três amigos deles. Sem saber nada da sinopse, assistimos O Curioso Caso de Benjamin Button.
Lendo o livro, não tive o mesmo envolvimento emocional que tive no cinema, talvez por ser um livro curto, quase um conto, comparado com as quase três horas de um filme repleto de cenas bonitas. Como a história encobre toda a vida de Benjamin Button, acho natural que, em poucas páginas, não seja possível se importar tanto assim a ponto de sentir algo durante a leitura.
Mas a ideia de como seria a vida se nascessemos velhos e morressemos bebês permanece na minha mente até hoje.