Friday - A Mulher do Futuro

    Robert A. Heinlein

    Livraria Francisco Alves Editora Ltda, DUO: Editoração Eletrônica
    0
    388 páginas
    12h 56m
    ISBN-10: 8526502581
    Português Brasileiro

    Uma bela, sexy e fogosa androide. Neste romance de Ficção Científica da autoria de Robert A. Heinlein explicita-se de uma forma clara o pensamento de Heinlein sobre vários assuntos contemporâneos e até sobre várias das suas obsessões pessoais. Friday é o nome de uma mulher biologicamente artificial, com faculdades acima das normais. Neste mundo do século XXII, seres humanos artificiais não mecânicos, mas biológicos, são criados ou para servirem como mercenários ou para servirem no mercado do sexo. E sem que tal seja considerado uma violação dos direitos humanos. Porque as PA (Pessoas Artificiais) não são consideradas criaturas humanas. Matar ou servir-se de uma PA não é considerado crime. Friday é criada em laboratório e educada numa creche (com aulas de sexo à mistura); mas em vez de ir parar num previsível destino de "Service Escort” ela é comprada por uma multinacional que a treina em artes marciais e depois lhe dá uma nova identidade: a de um ser humano normal e livre. Friday vê-se assim transformada em "correio", encarregada de levar mensagens dos patrões da multinacional, mensagens que não deverão ser interceptadas por meios eletrônicos, para vários pontos da América e do Mundo. Um mundo dividido em 400 estados-nações territoriais e onde até os antigos E.U.A. estão agora balcanizados. Balcanizados em vários estados-nações territoriais. O mundo do romance "Friday" acaba por ser o pretexto ideal de seu escritor, Heinlein, para parodiar a América atual e para expor o que considera ser os já presentes sinais de decadência dos Estados Unidos. No livro "Friday" vê-se como Heinlein louva a inteligência e a competência e despreza a estupidez e a fatuidade.

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    Clio29/02/2012Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Não compre esse livro pela sinopse, você pode se decepcionar. Robert A. Heinlein é um escritor de ficção científica bem conhecido pra quem gosta do gênero, mas normalmente suas histórias fogem um pouco desse universo. Friday, uma espécie de ultra-clone, é a personagem principal - uma espiã meio 007, meio agente Bourne. Parece uma premissa razoável, não é? Principalmente quando o autor promete quebrar com alguns clichês e apresentar uma heroína genuínamente forte. Ledo engano. Tendo "uma mãe como tubo de ensaio e um escalpelo como pai", a personagem não entende muito bem o mundo dos humanos - ou seja, dos gerados pelo método tradicional. Essa é uma grande premissa, mas infelizmente Friday passa o livro inteiro tentando fazer parte dessa sociedade que ela não entende e alegadamente não lhe faz falta. Embora haja uma avalanche de informações e conspirações, territórios e personagens, não há propriamente um desenvolvimento. Friday faz parte de uma organização de-sei-lá-o-quê, com um ultra-chefe-sabe-se-lá que age a fim de vai-saber. A história é segurada por um fio de trama e quase tudo parece girar em torno da vida sexual da heroína. Enfim, o livro promete uma revirada ação científica a la Blade Runner, mas termina sendo mais uma história para fanboys, cheia de fatos mal explicados e narrativas mal organizadas.

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