Quando li Sidarta, gostei muito da escrita de Hesse. Não me impactou como achei que iria, mae achei algo especial, a qual, até hoje, penso e reflito sobre.
Gertrud, por outro lado, é especial do começo ao fim. A música toca e minha alma e recoa em momentos tristes. Não existiria a minha vida sem a música. Não tenho nenhum talento musical e isso me pesa muito; meu vício pela música é totalmente parasitário, entretanto, não viveria sem.
Esse livro tocou a minha alma. Não apenas por descrever de maneira bela a mentira como a arte nós toca, mas sim por descrever as relações humanas e as dores inerentes à ela. A vida é como uma sinfonia: com seus altos e baixos. Não podemos cair na tentação de sentir o mesmo sentimento ao escutá-las, tal qual não podemos ter, apenas, sentimentos simplistas com as pessoas.
Aqueles que me provocaram raiva, me provocam piedade. Aqueles que me deleitaram numa paixão incessante e revigorante, me provocaram os mais sofridos sentimentos. Sinto diante da vida, portanto, um caos harmonioso, acompanhando pela beleza das contradições e do despertar dos sentimentos mais puros.
Hence faz tudo isso com lirismo e sem obviedades. O resultado é poesia para a vida toda...