Voltando ao Normal - Como o excesso de diagnósticos e a medicalização da vida estão acabando com a nossa sanidade e o que pode ser feito para retomarmos o controle

    Allen Frances

    Artmed
    2016
    365 páginas
    12h 10m
    ISBN-13: 9788589309776
    Português Brasileiro

    "Voltando ao Normal'' é um protesto contra a indústria de diagnósticos que vem tomando conta dos consultórios médicos, transformando emoções e comportamentos que são parte da experiência humana em patologias clínicas. A partir de análises frequentemente equivocadas, seguem-se tratamentos desnecessários e medicalização em excesso. Quem denuncia esse sistema é o Dr. Allen Frances, um dos mais renomados psiquiatras do mundo. O autor mostra como nossos cérebros adaptaram-se durante centenas de milhar es de anos para serem capazes de lidar com desafios e eventos desconcertantes ao longo da vida sem o auxílio de medicamentos. Ele expõe também os modismos da história da psiquiatria e a atual influência da indústria farmacêutica no surto de diagnósticos. As doenças mentais existem e efetivamente afetam uma parcela da população – em muitos casos com efeitos devastadores para os que sofrem delas e para seus entes mais próximos. No entanto, estamos caminhando para uma sociedade em que todos parecem sofrer de algum transtorno, e o conceito de sanidade é frágil. Com texto acessível e recheado de informações importantes, ''Voltando ao Normal'' nos conduz por uma empreitada em busca de algo absolutamente extraordinário e cada vez mais raro: a noção do que é saudável e do que é normal.

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    Marcia Amendola24/04/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    A obra se propõe a fazer uma crítica ao modo como foi elaborado os sistemas de classificação de doenças mentais, em especial o DSM-5. O autor nos leva a conhecer que há criação de doenças que são modismos com as quais devem ser tratadas com medicamentos- os psicofármacos. Parte desse processo se deve à influência das indústrias farmacêuticas que querem nos fazer crer que somos todos doentes que precisam de remédios. O autor é otimista com sua proposta de voltarmos ao normal, vivendo as dores e os estresses normais da vida sem recorrer a comprimidos. Os doentes precisam de médicos de modo que salienta a necessidade de os médicos estarem mais bem preparados para fazerem diagnóstico quando for preciso.

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