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    Mestres do Terror Nº 40 - Zora: a mulher lobo

    Flávio Colin, Eugênio Colonnese, Rodolfo Zalla

    D-Arte
    1985
    52 páginas
    1h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    1 avaliação
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    Mestres do Terror Nº 40 (1985).

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    R .27/10/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Mais uma personagem nova na revista: Zora, a mulher lobo. Não achei a estreia de leitura empolgante e imaginava a narrativa de sua origem (como aconteceu com a Nádia), mas a escolha foi a apresentação (em uma HQ de duas partes) para instigar o leitor e despertar interesses para continuidade. Na história ela enfrenta uma velha metida à bruxarias e acaba liberando uma cidade das artimanhas da mesma. Viajando nas tosqueiras: será que vai ter um encontro com Von Bóros? Ou com a Nádia? Mirza? Ou todas numa tosqueira só? Vamos ver... Ainda faltam 22 edições para findar essa coleção e Rodolfo Zalla foi o ilustrador da vez. Vale uma conferida na HQ ilustrada pelo Flávio Colin, que trata dos medos internos e paranoicos, a loucura. Ah, a HQ que o Soares desenhou parece uma aventura trash daquele mascote de uma banda famosa de rock, o Eddie. Tem a fuça e feiura dele!

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    Flávio Colin profile picture

    Flávio Colin

    Desenhista carioca, criado no sul do país, Flavio Barbosa Mavignier Colin iniciou sua carreira de quadrinhista ainda bem jovem, nos anos 50. De acordo com uma entrevista que deu nos anos 80, sua primeira HQ profissional saiu na revista “Enciclopédia em Quadrinhos”, da RGE, em 1956. Seguiram-se X-9, Águia Negra, Dom Quixote, Cavaleiro Negro e outros. O fato de trabalhar em títulos originariamente estrangeiros, serviu para consolidar seu estilo arrojado e diferente, além de lhe conferir um senso profissional, ainda hoje sem paralelos no mercado de comics tupiniquim. Ficou bem conhecido ao transportar para as páginas impressas, o herói radiofônico O Anjo, além da quadrinização de Os Brutos também Amam. Nos anos 60, marcaria definitivamente sua carreira, ao trabalhar no gibi do grande sucesso da TV brasileira: O Vigilante Rodoviário. Colin também atuou na área publicitária e colaborou para a (hoje) histórica revista O Cruzeiro; além de fazer parte de inúmeras tentativas de se nacionalizar a produção de quadrinhos, no Brasil. Para os estúdios de Maurício de Souza e o grupo Folha, produziu Vizunga, um dos primeiros personagens de quadrinhos realmente com background ecológico. Homem de fortes convicções, Colin sempre rendeu ótimas e esclarecedoras entrevistas... tão boas quanto suas histórias. Entre os anos 70 e 80, produziu ininterruptamente, colaborando para as publicações das editoras Grafipar e D-Arte, entre outras. Prolífico até o fim de sua vida, Colin ficou conhecido pela nova geração de leitores brasileiros, ao estrelar publicações especiais como: O Boi das Aspas de Ouro, Estórias Gerais e Fawcett. Colin faleceu em 13 de agosto de 2002, devido a complicações respiratórias. Tem em artistas como Watson Portela verdadeiros admiradores. “O Colin eu gostava por causa do estilo ímpar. Se existiu um desenhista realmente brasileiro, foi o Colin”, lembrou Watson em uma entrevista.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Flávio Colin