O Náufrago do Espaço -

    Gustave Le Rouge

    Companhia Editora Nacional
    1985
    183 páginas
    6h 6m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    O Náufrago do Espaço, de Gustave Le Rouge, narra a história de um fantástico cientista, Roberto Darvel, e suas tentativas de estabelecer contato com o planeta Marte. Os projetos científicos de Darvel são ridicularizados e todas as instituições lhe negam apoio, apesar de seus feitos anteriores. Apenas um cientista oriental, Ardavena, resolveu apoiar a iniciativa do mestre francês: "Nosso labor em comum deve engendrar portentos. Constituiremos o elo misterioso que há de unir a ciência perdida do antigo universo à ciência vigorosa, mas brutal e demente, do jovem universo." Ardavena possuía grandes posses financeiras e possibilitou a Darvel dar continuidade a seus projetos. O sábio indiano estava convencido de que a união dos conhecimentos de ambos, os quais representavam o ápice da cultura do Oriente e o ápice do acumulado pelo Ocidente, possibilitaria atingir os objetivos propostos. Ocorre que Ardavena possuía planos secretos e esperava se apoderar das idéias de Roberto para depois eliminá-lo. É muito interessante como o autor concebe a viagem de Roberto Darvel a Marte. A partir desse momento, Gustave Le Rouge conduz o leitor a um passeio por esse planeta. O herói, então, passa a conviver com perigos intermitentes, já que em Marte a civilização é mesmo coisa de outro planeta.

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    Victor Hugo Maristane de Andrade picture
    Victor Hugo Maristane de Andrade24/10/2009Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Há livros que são atemporais, eternos, e, por isso, são quase sempre aclamados como clássicos. Mas há outros que só têm valor em determinada época, depois disso perdem toda e qualquer importância que algum dia tiveram. É o caso deste livro. É um livro antigo de ficção científica, como os de Júlio Verne, de quem Gustave Le Rouge era discípulo, porém sem a mesma genialidade, ou sorte, de situar-se à frente de seu tempo, antecipando invenções. Com exceção, talvez, do uso da energia do pensamento humano, que pode parecer bastante atual, mas na verdade está longe de ser uma idéia nova... É tão antiga quanto os primeiros mágicos que começaram a contar historinhas antes de realizar seus truques baratos, dizendo ser através da "força da mente". Um possível ponto forte deste livro é a forma estranha como o autor imagina Marte. Mas não vale a pena ler quase duzentas páginas só para isso, até porque é uma visão muito ultrapassada em relação aos conhecimentos que temos hoje, não só de astronomia como de biologia e sociologia, além de não ser muito criativa e ser um tanto preconceituosa. Os seres vivos são basicamente cópia dos da Terra com cores e/ou tamanhos alterados e/ou misturados com outros seres. Parece mais um mundo fantástico à la C. S. Lewis e J. R. R. Tolkien do que outra coisa, e isso até tornaria o livro bastante suportável, se não fosse a insistência irritante do autor em fazer crer que os marcianos precisavam ser civilizados pelo protagonista. De modo que, ao fim, acaba não sendo um bom livro. Não recomendo a ninguém.

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