Aventuras na História Nº 161 (Novembro de 2016) - Aníbal

    não informado

    Caras
    2016
    58 páginas
    1h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    # Aníbal: ascensão e queda do grande general que conquistou o Império Romano sem nunca vencer uma guerra # Viagem por São Paulo # Bronx destruído # Guerra de Secessão em fotografias # O presidente e a copa de 1970

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    R .06/11/2016Resenhou um livro
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    A parte sobre o Aníbal foi interessante, mas tem algo que ainda não tive oportunidade de ver em uma reportagem, relacionada a um paralelo entre sua história e os princípios de Sun Tzu em "A arte da Guerra". Afinal, temos aí um dos mais famosos generais da História e a sumidade entre as obras de estratégias de guerra. Penso assim, a subestimação do inimigo e retardo nas ações para findar a guerra, em um momento de vantagem, são princípios que estão na explicação da derrota final do general. Ele sitiou Roma por mais de 10 anos, após ter invadido esses domínios de forma espetaculosa, semeando o terror, mas faltou ser incisivo nas vantagens da surpresa e da forte impressão psicológica causada, coisas que o livro incentiva. Roma por sua vez colocou em prática o princípio de não enfrentar o inimigo em seu momento mais forte e criou estratégias para contornar (atraindo os cartaginenses para a cidade deles, onde aproveitou elementos a que o general se descuidara - sobre vantagens na surpresa e no momento de impacto sobre o inimigo). Seria legal ver esse jogo de ações e paralelos baseando-se no livro, em uma dissertação por quem tem mais conhecimentos e domínio no assunto. Arte na Guerra tem muito mais observações. Outra reportagem que gostei foi a história dos sobrenomes. Fiquei com a aprendizagem de que várias pessoas nos idos da colonização, por um processo de imposição e cristianização, herdavam o nome de seus senhores (no caso dos escravos) ou relacionados à religião (em relação a recém-convertidos, como judeus). É por isso que, apesar de sobrenomes iguais, existem várias famílias que não tem laços de parentesco. Os nomes foram herdados por uma razão cultural sem que tivessem ancestralidade em relação a eles. Ah, falando em sobrenomes, gosto muito do meu. Acho meio poético... Castelo dos Santos... Égua, não, olha se não é! Castelo dos Santos! KKKKKK! E viajando mais, o primeiro nome evoca um guerreiro famoso em manejar lança... aí emenda... no Castelo dos Santos.... KKKK! Só bobagens, mas não é legal brincar com o saber? Tem outras coisas que foram curiosas, como: - Fotografias da aterradora Guerra da Secessão (cruzes! teve uma tal Batalha de Gettysburg onde morreram mais de 50 mil pessoas em um espaço de 72 horas); - Bronx em chamas (conta resumidamente a história dessa região em Nova York, que mostra judeus e latinos, em um processo explicado em uma palavra que foi novidade para meu vocabulário: gentrificação). - A história da ascensão e queda do João Saldanha frente a seleção que foi campeã na Copa de 1970. - Ruina Montium (sobre um antigo processo romano de exploração mineral, danoso ao ambiente, transformando montanhas em um monte de lama). - O Quadro sobre a intervenção das Sabinas. Conta resumidamente o fato (ou lenda), mas não diz por que raios o artista retratou os homens pelados enquanto as mulheres estão muito bem vestidas. E não vale dizer que era uma valorização da estética corporal cultuada. Findando, quero muito, mas muito mesmo, conferir a graphic novel do Joe Kubert, "Fax de Sarajevo", sobre a Guerra da Bósnia.

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