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    A Relíquia -

    Eça de Queiroz

    Best Bolso
    2016
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-13: 9788577995165
    Português Brasileiro
    3.3
    53 avaliações
    Leram79Lendo3Querem21Relendo0Abandonos6Resenhas6
    Favoritos1Desejados21Avaliaram53

    Conhecido por livros de extrema importância na literatura, como O primo Basílio, O crime do padre Amaro e A cidade e as serras, o romancista português Eça de Queirós tem como característica marcante a crítica à sociedade burguesa. Não é diferente em A relíquia. O livro poderia ser triste, comovente e angustiado, mas, com a genialidade de Eça, as desventuras do protagonista Teodorico Raposo, construídas sob a ótica da malandragem, tornam-se muito bem-humoradas. Ainda criança, ele precisou aprender o jogo da adulação para garantir sua sobrevivência junto à D. Patrocínio, tia solteirona, beata e cruel – como são em geral os personagens marcados pelo fanatismo religioso na obra de Eça. Para atender à vontade da parenta, Raposo parte em romaria para Jerusalém e de lá precisa levar alguma santa relíquia que cure as doenças e aflições da mulher, a qual lhe garantiria acesso à herança da tia.

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    Resenhas (6)Ver mais
    João Vicente Cardoso Kohem picture
    João Vicente Cardoso Kohem02/11/2021Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Vinte e cinco anos.

    Olha, o final é bem bom, me fez aumentar a nota que eu ia dar pro livro. Algumas partes dele são muito engraçadas, ácidas, e elas valem a pena. Porém, têm outras que são MUUUUIIITOOOO chatas (por exemplo, a parte do sonho em Jerusalém - que, por sinal, tinha tudo pra ser incrível); além disso, o vocabulário da época não ajuda nem um pouco. Tinha partes que eu tinha que ler na força do ódio. Basicamente, é isso. Não leria se não tivesse que fazer uma resenha pra faculdade. Mas, ao mesmo tempo, consegui enxergar qualidades, e em alguns momentos eu genuinamente me diverti. Quem sabe, no futuro, esse livro melhore numa releitura? (Que eu provavelmente nunca vou fazer, ou, se fizer, vai ser daqui há, no mínimo, vinte e cinco anos).

    8 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.3 / 53
    • 5 estrelas15%
    • 4 estrelas21%
    • 3 estrelas45%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas6%
    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz