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    O Túmulo do Fanatismo -

    Voltaire

    Martins Fontes
    2006
    186 páginas
    6h 12m
    ISBN-10: 8533622317
    Português Brasileiro
    4.3
    18 avaliações
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    Importante texto contra o fanatismo, falsamente atribuído no título a Bolingbroke. "Este é o estudo mais eloquente, mais profundo e mais forte que se tem escrito sobre o fanatismo, e do qual Bolingbroke não teve a menor ideia, já que é inteiramente de Voltaire. Foi condenado por decreto da Corte de Roma, em 29 de novembro de 1771, com outras cinco obras de Voltaire". (Quérard) "Extremamente virulento contra a Bíblia, os evangelhos apócrifos, os primeiros cristãos. (...) Voltaire encontrou o estadista inglês Bolingbroke, amigo de D'Argental, em dezembro de 1722 no castelo de La Source, perto de Orléans. Simpatizaram-se, concordaram sobre a história, a filosofia ou a Bíblia. Reencontraram-se na Inglaterra. Neste texto, Voltaire colocou sob a pena de Bolingbroke todas as suas ideias sobre o fanatismo". (Biblioteca da França, exposição Voltaire) "Voltaire é e será sempre atual, porque haverá sempre superstição, fanatismo, intolerância, injustiça, simonia, milagres, tolice. Nas obras de Voltaire, a revolução. É preciso lê-lo".

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    Jon Barros picture
    Jon Barros31/07/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    o Tumulo do fanatismo.

    Em O Tumulo do fanatismo, Voltaire diz, que a única preocupação daqueles que estiveram na direção das seitas, era enriquecer e deixar o povo na miséria, porque estes líderes eram trapaceiros, gananciosos e perseguidores sanguinários, quando na realidade, deveriam estar isentos destes vícios, e se preocuparem apenas de entregar as preces dos fiéis a Deus (VOLTAIRE, 2006, p.7/8). Ao estudar a historia, Voltaire diz ao seu leitor, que os árabes foram os primeiros povos a criarem fábulas mitológicas. O povo judeu, se originou de uma tribo de árabes errantes, e criaram o judaísmo, cujas bases religiosas foram plagiadas dos árabes (Id., p.12;138). O culto judeu, já se inicia intolerante, porque a comemoração da Páscoa não era apenas para celebrar a fuga do Egito pelo Mar vermelho, mas também para comemorar a morte de todos os primogênitos egípcios, que foram degolados pelas mãos de Deus (Ibid., p.15). No Velho testamento, Deus fez com que o Sol e a Lua parassem, para que os judeus tivessem um dia a mais para matar os inimigos (Ibid., p.29), porém este mesmo Deus, não os livrou do Império Romano, fazendo-lhes de escravos (Ibid., p.35). De acordo ainda com os escritos de Voltaire, os judeus enquanto permaneceram cativos no Império Romano puderam erigir suas sinagogas e circuncidar seus filhos. Os magistrados romanos eram tolerantes com todas as seitas, desde que nenhuma quisesse dominar a outra, com isto o Império viveu em constante paz (Ibid., p.107). No final do segundo século, o judaísmo já tinha dado origem ao cristianismo, que ao se desenvolver adotou as mesmas fábulas e a intolerância judaica, porque mandava queimar vivo, aquele que professasse qualquer outra fé (Ibid., p.25). A seita cristã foi a única, no final do século de nossa era, ousou dizer que queria a exclusão de todos os ritos do império e que ela devia não só dominar, mas esmagar todas as religiões. (Ibid, p.108). Gradativamente o cristianismo foi crescendo e os papas tornando-se senhores da Europa, porque usaram a religião como arma, para derrubar imperadores, reis. Não se expandiram mais, porque no século VII, os mulçumanos os expulsaram de Constantinopla, Ásia, África e de uma boa parte da Europa (Ibid, p.147;149). Voltaire, afirma que o cristianismo provocou cruzadas, massacres, como a Noite de são Bartolomeu, derramamentos de sangue na Irlanda do Norte, na França, e o tribunal da inquisição, nem reis, como Carlos I, foram poupados da morte em cadafalsos (Ibid, p.76;152). Voltaire inconformado disse: Que dizer do Tribunal da Inquisição, que subsiste até hoje? Os sacrifícios de sangue humano que tantos condenam nas antigas nações foram mais raros que aqueles com que os espanhóis e os portugueses se macularam em seus atos de fé (Ibid, p.153). Voltaire termina o livro dizendo que foi uma pena que os homens durante tanto tempo acreditassem no Cristianismo, que se mostrou uma seita intolerante, cujos representantes se assemelharam a carrascos, ora submetendo os cidadãos à fogueira, à mendicância, outros foram molestados e seus corpos jogados em valas, sem contar os príncipes que foram ou assassinados ou destronados. Para conter tal absurdo seria necessário esclarecer os leigos, para livrá-los das influências dos padres (Ibid., 158/159). Ubaldino de Barros

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    François-Marie Arouet

    Voltaire foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês, conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa e livre comércio. Voltaire foi um escritor prolífico, e produziu obras em quase todas as formas literárias, assinando peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas, mais de 20 mil cartas e mais de 2 mil livros e panfletos. Ele foi um defensor aberto da reforma social apesar das rígidas leis de censura e severas punições para quem as quebrasse. Um polemista satírico, ele frequentemente usou suas obras para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas do seu tempo. Voltaire foi um dentre muitas figuras do Iluminismo cujas obras e idéias influenciaram pensadores importantes tanto da Revolução Francesa quanto da Americana.

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    François-Marie Arouet