"Doce Maristela", ilustrada por Lato, é uma HQ semelhante a muitos contos que povoam o imaginário. Lembrei de histórias que ouvi de minha avó e por isso mesmo gostei.
"A revolta", ilustrada por Flávio Colin, é a que achei mais interessante, desenvolvendo-se de maneira surreal e folclórica, sobre uma invasão de insetos.
Tem duas que parecem ter origem em um contexto sensacionalista da época dessa publicação, em 1990:
- "O Fim" explora o medo decorrente de uma guerra nuclear. Chata em seu desenrolar, mas termina em uma concepção surpreendente. O ilustrador foi Luiz Eduardo, que tem estilo pouco convincente na proposta de terror (parecem desenhos de livros que tive no ensino fundamental).
- "A segunda maldição" é um quadrinho enviado pelo leitor Edgar Guimarães. Evoca o medo emanado por certas doenças naquele tempo (AIDS?), quando até vampiro era vitimado...
Finalizando, há cerca de três anos assisti a palestra de um roteirista que apresentou o conceito de "deus ex machina" (coisa que nunca tinha ouvido falar e costuma aparecer como sinônimo de histórias mal contadas). Foi citada uma HQ e só agora a encontrei: "Trágico destino!" (ilustrada por Rodolfo Zalla, com texto de F. de Assis). Bagaça mesmo, com o impasse de tentar explicar o que foi incoerente.