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    Carmina (Clássicos) -

    Catulo

    Cotovia
    2012
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9789727953325
    Português
    4.5
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    A colectânea segue critérios métricos e podemos dividi-la em três secções: 1-60, os chamados polímetros, pequenas composições em metros iâmbicos e líricos; 61-68, um conjunto de poemas mais extensos, os chamados carmina docta, “poemas eruditos”, de temática mitológica e de pura inspiração alexandrina, compostos em metros variados; 69-116, epigramas em dísticos elegíacos, muito próximos, em tom e temática, do primeiro conjunto de poemas. O livro do poeta de Verona inicia-se com uma pequena composição dedicada a Cornélio Nepos, que o terá eventualmente introduzido na sociedade romana, e encabeçaria uma colectânea, que denomina de libellus, “livrinho”, de nugae, “ninharias”. Mas o livro, tal como nos chegou, contém poemas que não podem ser assim classificados, pela sua extensão […] Os poemas sucedem-se, portanto, de forma um pouco caótica, tendo em conta os temas e o próprio tom, ora triste e pungente, ora jovial e galhofeiro, ora elevado e helenizante, ora licencioso e obsceno. Tamanha variedade leva ao uso de diversos níveis de linguagem, sendo nota dominante a rejeição do poema heroico de tipo homérico e eniano (o poema de Catulo mais extenso não excede os 408 versos). – Ana Alexandra Alves de Sousa, “Introdução”, Carmina.

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    Gaius Valerius Catullus

    Caio Valério Catulo (84 a.C. - 54 a.C.) foi um sofisticado e controverso poeta veronense que viveu em Roma, durante o final do período republicano. Catulo se liga a um círculo de poetas de ideais estéticos comuns, os quais, Cícero chama de poetas novos (modernos), termo este, carregado de sentido pejorativo. Esse grupo de poetas rompia com o passado literário romano (mitológico), passando, entre outras características, a utilizar uma temática considerada “menor” pelos seus críticos. Acrescenta-se às características da poesia de Catulo, a linguagem coloquial (Ex. Ineptire, no canto VIII), a simulação freqüente de improviso na sintaxe (frases interrompidas por orações paratéticas, repetição de palavras e expressões, movimento circular da elocução), versos ligeiros e a simulação do acesso aos recantos mais íntimos do homem. Sua obra se perpetuou através dos séculos que se seguiram, foi exemplo para grandes nomes que vieram depois como Propércio e Tibulo. Também foi muito lido por poetas como T. S. Eliot e Charles Baudelaire.

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