Finalmente terminei Autobiografia de um Yogui. Acho que passei mais de um ano lendo esse livro. Ele é muito extenso e eu passava períodos em que deixava a leitura de lado -
porque focado em outras coisas. Mas o bom de ler biografias é que você não se perde na história, já que há uma linha do tempo e tudo tem uma sequência lógica. Se bem que em se tratando da vida do Yogananda, as coisas não são muito lógicas. Essa história é muito bonita e a vida dele foi uma grande jornada. Se hoje a gente vê qualquer influencer postando dicas de meditação e práticas de yoga (kkk), se pode dizer que a culpa é do Yogananda. Ele foi o principal responsável pela disseminação do Kriya Yoga no ocidente, porque boa parte da vida, esteve nos Estados Unidos, de onde saíram seus principais ensinamentos e suas obras. Até pra quem não acredita em hinduísmo, em Deus, reencarnação e vida após a morte, é uma leitura que vale a pena, porque cheio de ensinamentos morais, além da narrativa ser instigante, de modo que a pessoa fica curiosa em cada capítulo. Também há muitos registros históricos sobre o início do século XX. Resumindo, vale a pena ler. Eu fiquei muito encantado pela ordem em que a missão passava de Guru a discípulo (e Guru), começando pelo Mestre Babaji, depois Lahiri Mahasaya, depois Sri Yukteswar, depois Yogananda. É realmente bonito de ver como as coisas se encaixam. Um dos meus capítulos preferidos é do contato que o Lahiri Mahasaya tem com Babaji no Himalaia (uma descrição minuciosa do poder que um grande yogi pode ter tanto no mundo material como no espiritual). O Yogananda (como todo líder espiritual que se preze, na minha opinião) faz links com diversas religiões, notadamente com o cristianismo (então você que está me lendo agora, que é viciado na bíblia e em Jesus, vai ler Autobiografia de um Yogi e vê só que beleza).