My War Gone By, I Miss It So -

    Anthony Loyd

    Grove Press
    2014
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-10: 0802122329

    Born to a distinguished family steeped in military tradition, raised on stories of wartime and ancestral heroes, Anthony Loyd longed to experience war from the front lines—so he left England at the age of twenty-six to document the conflict in Bosnia. For the following three years he witnessed the killings of one of the most callous and chaotic clashes on European soil, in the midst of a lethal struggle among the Serbs, Croatians, and Bosnian Muslims. Addicted to the adrenaline of armed combat, he returned home to wage a longstanding personal battle against substance abuse. These harrowing accounts from the trenches show humanity at its worst and best, through daily tragedies in city streets and mountain villages during Yugoslavia’s brutal dissolution. Shocking, violent, yet lyrical and ultimately redemptive, this book is a breathtaking feat of reportage, and an uncompromising look at the terrifyingly seductive power of war.

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    Skooblover06/02/2014Resenhou um livro
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    Visão inquietante de uma guerra inquietante

    Assim como a viagem do autor, a viagem do leitor durante a leitura desse livro, é um espelho inquietante da descida ao núcleo da guerra.Nos sentimos desconfortáveis, e assim como Loyd, se por vezes o relato da carnificina de famílias, nos causa horror, é essa mesma honestidade do autor que nos permite compreender e entender o caos em que se encontrava a Bósnia. O livro não toma partido, limitando-se a descrever as atrocidades(e também da Chechenia, onde Loyd esteve)e não existem explicações para se tentar entender as causas desse ódio multi-étnico. Poucas vezes, li um livro tão honesto sobre um conflito que se estende ao pessoal, inclusive, pois Loyd não faz segredos da sua dependência química e é até impiedoso ao assumir que as guerras, para ele, são um meio de se manter "limpo" - uma fuga radical do mal estar causado pela rotina e por uma vida comum. Confesso que terminei o livro com uma sensação de náusea, uma completa descrença na possibilidade de vivermos sem guerras. Se não são por conta de motivos étnicos, então políticos e assim por diante. Eu precisava ler esse livro, porém. Assim como alguns outros que trouxe comigo dessa "viagem ao coração das trevas". Estive na Bósnia, em Sarajevo, na Croácia. Em Montenegro, ainda dominado pelos sérvios, presenciei uma discussão entre um croata e um montenegrino, que trouxe à tona o antigo ódio. Talvez a melhor resposta, seria citar a famosa frase de Joseph Conrad no seu livro “Coração das Trevas”: "oh, o horror, o horror..."

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