Tenho um preconceito gigantesco com qualquer coisa que envolva religião, pois sempre imagino que vão se pregar valores que eu discordo quase que 100%, além de recriminar diversas maneiras de levar a vida. Comprei esse livro pois o título me remeteu à temática que mais gosto ler: sagas familiares, porém quando estava no caixa do sebo, pagando, li a sinopse e me deparei com "a autora dessas crônicas mostra-nos que as virtudes cristãs são algo...". Me desesperei e, juro, quase peço pra devolver... comecei a lê-lo no metrô e fiquei de boca aberta. Que livro bem escrito, com personagens incríveis, retratando pessoas num ápice de realidade. Depois me ocorreu o que eu já deveria ter concluído: quem escreveu o prefácio não foi a própria criadora e se vê que objetivo dela com essa obra não é necessariamente passar valores religiosos e sim passar apenas valores bons, entre eles, segundo ela, frequentar a igreja e ensinar as crianças a importância de se rezar. Isso me fez ter uma leve aversão à editora que remeteu valores básicos e que não tem a ver com religião como "cristãos". O livro mostra, em sua maioria, mães com dificuldades de lidar com situações com seus filhos pequenos, auto-reflexões sobre casamento, carreira e convivência com adolescentes. Além da lição mais importante de todas: preencher o tempo livre das crianças com algo produtivo. Os pais desse livro baseiam suas criações tento como ponto de partida o fato que eles estão formando adultos, íntegros e com valores sociais sólidos. Isso não tem nada a ver com religião. Os sermões que são dados nas igrejas não tem esse formato educativo e amoroso, muito pelo contrário, igrejas ensinam a separar, a odiar e a colocar na cabeça de seus frequentadores que o mundo é divido em bons e ruins e que eles são especiais, em detrimento do resto.
O livro fala sobre valores familiares, não sobre valores religiosos.
Excelente.