Uma Memória do Mundo - Ficção, Memória e História em Jorge Luis Borges

    Julio Pimentel Pinto

    Estação Liberdade
    1998
    333 páginas
    11h 6m
    ISBN-10: 8585865938
    Português Brasileiro

    "Borges historiador? Borges filósofo? Os historiadores, assim como os filósofos, sentem verdadeiro fascínio pela obra literária de Jorge Luis Borges. Júlio Pimentel Pinto ouviu e resistiu ao canto da sereia. Respeitando sempre o literário, o autor soube mergulhar e extrair os elementos da história, para derivar do imaginário borgeano uma ideologia próxima à do liberal latino-americano do século XIX, homens públicos que entrelaçam a história à literatura. A herança desses próceres consolida a idéia de Estado e funda as utopias nacionalistas argentinas (Sarmiento vs. Alberdi). Nesse sentido, Júlio Pimentel Pinto examina três vertentes dentro da obra de Borges: a da história argentina de final de século e das primeiras décadas do século XX, o arcabouço teórico sobre a história e as relações entre memória e história, história e ficção, e finalmente uma releitura necessária da crítica borgeana. Nessa poética da memória em Borges (na qual mergulharam, entre outros, Daniel Balderston e Davi Arrigucci Jr.), Buenos Aires aparece como a cidade mítica em que se entrelaçam o literário e o referente urbano. Na poesia bonaerense de Borges, o ser humano está ausente e o seu lugar é ocupado por um sujeito lírico, flâneur da memória, que constrói e funda os mitos da história argentina da cidade em que nasceu. Uma Buenos Aires das primeiras décadas do século, em pleno processo de modernização e com imenso fluxo imigratório, mas na qual Borges opta pelas margens em detrimento do centro, pelo nacional em vez do cosmopolita e pelo passado em oposição a um projeto voltado para a utopia futurista. A estilização da estrita, o afã da cavilação (como diria Sor Juana) e a preocupação com a dimensão histórica das ficções borgeanas fazem de Uma Memória do Mundo - ficção, memória e história em Jorge Luis Borges, uma experiência fundamental que desloca o leitor da poética exclusiva das ficções para uma poética da memória."

    Resenhas (1)Ver mais
    Áquila Nogueira picture
    Áquila Nogueira14/08/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Busca por Borges

    Júlio é um historiador sempre preocupado com as relações com a literatura, e aqui se debruça sobre a crítica de Borges, seu autor central, para elaborar uma ideia de como ele entendia a História, e assim apresentar uma alternativa interessante.

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 7
    • 5 estrelas43%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas0%