O Lavrador de Ipanema

    Rubem Braga

    Record
    2013
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788501402592
    Português Brasileiro

    Neste novo título. Rubem Braga. o lavrador de Ipanema. expõe o amor pela natureza. evidenciado em pequenas crônicas de contundente delicadeza. Além de famoso cronista e já ter sido correspondente de guerra. com um verdadeiro telhado verde no edifício da Rua Barão da Torre. Rubem fez uma espécie de resistência humilde diante do enorme poder destruidor dos homens sobre a natureza. que toma forma com as ilustrações de Andrés Sandoval. Rubem Braga nunca deixou de escrever regularmente crônicas para jornais e revistas. vindo a constituir um verdadeiro fenômeno: o de ser o único escritor a conquistar um lugar definitivo na nossa literatura exclusivamente como cronista.

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    bia ☆12/04/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Essas árvores...

    "Aprender uma cidade é, na verdade, uma coisa lenta. É preciso, entretanto, saber algumas coisas, e precisamos andar distraídos, bem distraídos, para reparar essas coisas" p. 93-94 O texto da editora, que abre o livro, descreve as crônicas de amor à natureza de Rubem Braga como algo de sabor agridoce, e hoje concordo que é isso mesmo. De fato é essa a seleção que as crônicas transmitem: uma conversa agradável sob a sombra de uma árvore antiga, forte, poderosa e amada. Uma árvore que lança sua sombra fresca sobre nós e nos ensina sobre paciência, sobre "ser" no aqui e no agora, sobre persistência e sabedoria. Todas as árvores são sábias e lembro de descobrir isso ainda na infância, quando quis (confesso que ainda quero) ser uma árvore. Pois bem, hoje vi que Rubem Braga sintetizou muito bem os meus motivos: “E pouco a pouco ele foi sentindo uma paz naquele começo de escuridão, sentiu vontade de deitar e dormir entre a erva úmida, de se tornar um confuso ser vegetal, num grande sossego, farto de terra e de água; ficaria verde, emitiria raízes e folhas, seu tronco seria um tronco escuro, grosso, seus ramos formariam copa densa, e ele seria, sem angústia nem amor, sem desejo nem tristeza, forte, quieto, imóvel, feliz” - novembro de 1952, O Mato, p. 89 Enfim, é essa a sensação que fica desse livrinho tão terno e bem diagramado. Parabéns ao ilustrador Andrés Sandoval por deixar a experiência da leitura tão mais rica. E ao projeto gráfico como um todo. A editora Record arrasou demais e virei cada página com muito prazer e carinho.

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